Sony E 16-50mm f/3.5-5.6 PZ OSS

Sem vergonha, nem medo de errar

Maio/2016 – A Sony E 16-50mm f/3.5-5.6 PZ OSS é sem dúvidas a objetiva mais bizarra já testada no vlog do zack. Equivalente aos 24-75mm do formato full frame, ela cabe na palma das mãos com um design pancake minúsculo, impensável para uma zoom standard comum. O segredo? Um tubo interno retrátil que fecha com a câmera desligada, e abre na hora de usar. Sério, embutir uma zoom 3x num espaço tão pequeno é feitiçaria. E mais: ela é uma “PZ”, ou Power Zoom, com motor para ir dos 16mm aos 50mm. Foco silencioso? Está lá. Estabilizador de imagem? Também! Enfim a objetiva perfeita para a promessa compacta mirrorless APS-C, ela custa apenas US$149 quando incluída num kit (US$299 avulsa). Mas será que funciona? Vamos descobrir! (english)



CONSTRUÇÃO E OPERAÇÃO

Sony E 16-50mm f/3.5-5.6 PZ OSS

Em apenas 3×6.4cm fechada em 116g, eu nem preciso dizer que a E 16-50mm PZ é leve e pequena. Feita para o formato APS-C, é de longe a menor zoom que já usei e impressiona a engenharia para torná-la possível. Evidente, toda esta portabilidade acaba quando você liga a câmera e o tubo interno retrátil expande 2.1cm para frente, totalizando 5.1cm; ainda muito menor que qualquer 18-55mm de kit. O design realiza a proposta mirroless de equipamentos menores, embora alguns modelos para DSLR usarem o mesmo princípcio, como a Nikon DX 18-55mm VR II. Mas a Sony é eletrônica e abre sozinha, enquanto a Nikkor dever ser aberta com as mãos.

Sony E 16-50mm f/3.5-5.6 PZ OSS

A construção é relativamente robusta com exterior de metal, mount de metal e tubos internos de plástico. Tenho quase certeza que os primeiros sejam mais acabamentos cosméticos do que mecânicos, já que a 16-50mm não tem peso para ser uma objetiva feita de metal. E do lado de dentro fica óbvio o uso de plásticos com ajustes relativamente imprecisos, que balançam de acordo com a extensão do tubo. Dá para notar na vibração do motor que o movimento não é suave, quando você liga/desliga a câmera ou usa o zoom. Embora não seja perfeito, dá para aceitá-la como objetiva de kit. Para justificar o preço de US$299 avulsa, porém, eu esperava algo melhor.

Sony E 16-50mm f/3.5-5.6 PZ OSS

Nas mãos a ergonomia é óbvia de uma objetiva leve e pequena. Você nem percebe que ela está montada na câmera porque não pesa para frente, e na minha opinião é a maior vantagem de tê-la. Enquanto as máquinas “avançadas” tem um sensor grande, impensável nos smartphones, as objetivas chamam muita atenção na hora de fotografar na rua, ainda mais em cidades, digamos, menos “confortáveis” como São Paulo. Mas a Sony E 16-50mm com o combo A6300, por exemplo, “passa” como uma compacta qualquer de bolso; apesar do APS-C de 24MP e vídeo 4K. É o diferencial do mirrorless totalmente realizado: discreto, pequeno, leve, e muito fácil de usar.

Montada na A6300 e ligada, a E 16-50mm PZ é pequena e leve; o rocker deslizador W-T fica ao alcance do dedão esquerdo.

Dois controles estão ao alcance dos dedos. O mais interessante é o “rocker” (deslizador) W-T, que controla o motor Power Zoom da E 16-50mm “PZ”. É como o zoom de uma filmadora Handycam, daquelas antigas da década de 90. Você desliza o botão para T (telephoto), e a objetiva vai dos 16mm aos 50mm num movimento motorizado; e vice-versa. É útil principalmente para vídeos, com movimentos de zoom durante a gravação. Embora não seja dos mais suaves (o tubo da minha balança de 35mm para 40mm, e aparece no vídeo), dá para recriar alguns efeitos sofisticados como dolly zoom. Mas você estará limitado a uma velocidade só: apesar do “botão deslizador”, ele não detecta intensidades diferentes. Então ou é só W ou só T, sem variação de velocidade.

Sony E 16-50mm f/3.5-5.6 PZ OSS

Para fotografia este rocker é especialmente ruim porque o motor é lento demais para ir de 16mm aos 50mm. Isso leva cerca de 2.5 segundos e irá atrasar algumas fotos. Como o design da objetiva é retrátil, sempre que a câmera liga ela está em 16mm, impróprio por exemplo para retratos. Até você ajustar o zoom em 35mm ou 50mm, já perdeu o momento. Portanto a Sony programou o anel da frente também como um anel de zoom, quando a câmera estiver em modo de foto automático. Aí sim o PZ é rápido: girou o anel num movimento rápido, e a objetiva pula dos 16mm para os 50mm em meio segundo. Ou seja, é uma implementação burra: é lenta com o rocker, mas não tão lenta para efeitos especiais. E pode ser rápida no anel, coisa que o rocker não faz. Vai entender…

Sony E 16-50mm f/3.5-5.6 PZ OSS

Na hora de fazer foco manual o anel é suave, já que tudo é eletrônico. Pode passar uma leve sensação de desconexão uma vez que há um atraso entre o a peça do lado de fora e o grupo do lado de dentro. Mas funciona quando a câmera por exemplo não entende que você está numa situação “macro” no foco automático (o foco mínimo é de 25cm). Já o AF da E 16-50mm PZ brilha: é rápido e silencioso. Apesar de depender mais da câmera em “ver” o contraste e focar, a 1650 fez tudo com precisão e agilidade. Com a A6300 a chance de sucesso foi satisfatória, com praticamente todas as fotos do review em foco. Só tive problemas em algumas paisagens amplas, que a câmera focou num ponto próximo demais e deixou o horizonte desfocado. Talvez culpa do fotógrafo… :-)

SONY A6300 AF

O estabilizador é taxado em 4 stops e cumpre bem o trabalho, principalmente durante a gravação de vídeos. São neles que você notará o quadro suave em takes nas mãos, que geralmente saem tremidos com primes sem compensação. Para fotografia ele também é útil sob pouca luz, a fim de compensar a abertura conservadora f/3.5-5.6, ainda mais no final do telephoto. Com a equivalência aos 75mm, dá para pensar em retratos de meio ombro pra cima com luz natural, por exemplo no fim de tarde sem o tripé. De novo, ela completa a proposta mirrorless com troca de objetivas e possibilidades que os smartphones não fazem, porém sem perder o apelo compacto.

Enfim na frente há uma rosca bizarra de ø40.5mm, incompatível com qualquer filtro padrão do mercado. Não há espaço para prender nem um parasol, útil no grande angular. Até a tampa é ruim de tirar, de tão pequena que é. Aliás me surpreende esta tampa ser “manual”, e não automatizada com as Handycam ou RX100. Nestas horas que eu não levo alguns produtos da Sony a sério: esta objetiva é mais “fofa” do que prática. É compacta, mas tem uma tampa pra perder na mochila… Tem motor Power Zoom, mas não faz um pull lento… É uma objetiva curiosa porque é mais exótica que as 18-55mm de kit, com um grande angular “amplo” de verdade. E avulsa, pode ser a única que você precisa com a sua mirrorless. Mas se vale a pena por US$299? Só as fotos poderão dizer.



QUALIDADE DE IMAGEM

“Antelope Canyon” em f/3.5 1/60 ISO1000 @ 16mm.

*Todas as fotos com a Sony A6300. Arquivos raw disponíveis no Patreon.

Com 9 elementos em 7 grupos, quatro deles asféricos (!) e um ED, a E 16-50 f/3.5-5.6 PZ OSS é  um milagre mecânico para encaixar tudo isso num espaço tão pequeno. Além, considerando a distância flange do E-mount, aquela entre a baioneta e o sensor, projetar uma grande angular com zoom 3x é também um milagre óptico. Sem abrir mão dos recursos (estabilizador, AF, zoom motorizado), sem abrir mão do tamanho (3cm fechada) e sem abrir mão do preço (U$149 quando incluída num kit), alguma coisa deve ter ficado de fora de um projeto tão ousado. E infelizmente essa coisa foi a performance óptica, que beira o inútil sem algum tipo de correção eletrônica.

“Antelope Canyon II” em f/3.5 1/13 ISO1600 @ 16mm.

“Antelope Canyon II” em f/3.5 1/13 ISO1600 @ 16mm.

O maior problema está no grande angular 16mm, que mostra uma distorção geométrica enorme, quase uma fisheye. O problema é tão grave que a correção do BIONZ X é obrigatória na A6300. A opção de “Lens Comp. > Distortion” não pode ser desativada, embutida inclusive nos arquivos raw. Então nos arquivos JPEG e principalmente nos vídeos, a imagens é retilínea, com linhas retas de verdade. Mas ao desligar a compensação no Adobe Camera Raw, o caos acontece: parece que fotografamos com uma GoPro e o look é quase fisheye. Na verdade, esta correção é usada para esconder outro problema muito mais grave: em 16mm a E 1650mm PZ sequer cobre direito as bordas do quadro APS-C, que viram buracos em abertura máxima, fora da cobertura da luz.

“NY Public Libray” em f/7.1 1/320 ISO100 @ 16mm; GoPro, é você? Não, sou a sem-vergonhisse da Sony no ultra grande angular.

“Rotunda” em f/4 1/60 ISO2500 @ 16mm; a distorção fica muito aparente em enquadramentos simétricos.

“Rotunda II” em f/4 1/60 ISO1600 @ 16mm; embora não fique tão aparente em composições de ângulos oblíquos.

“Better days” em f/5.6 1/640 ISO100 @ 16mm; o planeta terra é redondo, mas o horizonte sempre será reto; profundo, não?

Com o estica-e-puxa dos pixels para tapar os buracos, o pior acontece: perdemos resolução nas bordas, especialmente em f/3.5. A performance é tão inútil que não chega a ser recomendada: ainda bem que eu fotografei as minhas paisagens com outro equipamento, já que os arquivos da Sony não tem os detalhes que eu preciso. Tudo é borrado nos cantos do quadro, tirando até o sentido de carregar uma câmera com sensor grande. É muito ruim! Mas funciona em aberturas otimizadas entre f/5.6-7.1, portanto prepare o tripé para compensar as velocidades mais lentas do obturador. Porém mesmo assim não deixe de usar a compensação via software: em f/7.1 as bordas continuam escuras sem correção, e questiono a cara de pau da Sony em declarar de fato os 16mm.

“Bryce Point” em f/3.5 1/160 ISO100 @ 16mm; com correção de distorção via Adobe Camera Raw.

“Bryce Point” em f/3.5 1/160 ISO100 @ 16mm; com correção de distorção via Adobe Camera Raw.

Crop 100%, bordas inaceitáveis para uma APS-C, ainda bem que fotografei o mesmo lugar com outras câmeras. O_o

Crop 100%, bordas inaceitáveis para uma APS-C, ainda bem que fotografei o mesmo lugar com outras câmeras. O_o

“Bryce Point II” em f/6.3 1/60 ISO200 @ 16mm; com correção de distorção via Adobe Camera Raw.

“Bryce Point II” em f/6.3 1/60 ISO200 @ 16mm; com correção de distorção via Adobe Camera Raw.

Crop 100%, mesmo em f/6.3 as bordas não melhoram em 16mm, já que os pixels são esticados na correção.

Crop 100%, mesmo em f/6.3 as bordas não melhoram em 16mm, já que os pixels são esticados na correção.

“Zion” em f/7.1 1/640 ISO100 @ 16mm; não importa a resolução, os buracos nas bordas são imperdoáveis sem a correção.

“Zion” em f/7.1 1/640 ISO100 @ 16mm; não importa a resolução, os buracos nas bordas são imperdoáveis em f/7.1  e sem a correção.

Fora dos 16mm e fora da abertura máxima, a E 1650 PZ é usável. Os arquivos tem resolução de sobra para trabalhar e ficam bem nítidos com o approach over-sharpened radical do BIONZ X. Dá para ver claramente texturas de pedras, folhas nas árvores, placas a distância, coisas que desaparecem nos smartphones. O contraste é um pouco pobre e as cores são neutras, ambos pedindo por ajustes saudáveis. Dependendo do pós-processamento, ficam claras as vantagens de usar um sistema “maior”, mesmo que imperfeito. Então eu não dispensaria esta objetiva por completo. Ela serve no dia a dia, mas considere algo melhor se estiver sério sobre fotografia.



“DJ” em f/5 1/60 ISO2000 @ 30mm; a performance maravilhosa de uma câmera de sensor grande a noite. :-)

“DJ” em f/5 1/60 ISO2000 @ 30mm; a performance maravilhosa de uma câmera de sensor grande a noite. :-)

Crop 100%, no meio do range, mesmo em abertura máxima, a E1650 até rende um caldo.

Crop 100%, no meio do range, mesmo em abertura máxima, a E1650 até rende um caldo.

“NYPD” em f/5.6 1/80 ISO2000 @ 50mm; contraste praticamente perfeito com diferentes fontes de luz.

“NYPD” em f/5.6 1/80 ISO2000 @ 50mm; contraste praticamente perfeito com diferentes fontes de luz.

Crop 100%, contraste das linhas no centro do quadro, fácil de distinguir detalhes.

Crop 100%, contraste das linhas no centro do quadro, fácil de distinguir detalhes.

“Grand Canyon” em f/6.3 1/250 ISO100 @ 50mm; leve compressão da perspectiva em 50mm.

“Grand Canyon” em f/6.3 1/250 ISO100 @ 50mm; leve compressão da perspectiva em 50mm.

Crop 100%, detalhes no limite do arranjo Bayer do sensor APS-C de 24MP.

Crop 100%, detalhes no limite do arranjo Bayer do sensor APS-C de 24MP.

“Grand Canyon II” em f/8 1/320 ISO100 @ 48mm; paisagem infinita, aparentemente sem vida.

“Grand Canyon II” em f/8 1/320 ISO100 @ 48mm; paisagem infinita, aparentemente sem vida.

Crop 100%, conseguem ver as pessoas a distância? Note a diferença entre o raw padrão e com boost de nitidez via software.

“Cherokee” em f/6.3 1/800 ISO100 @ 50mm; paredão de rochas, puxando o limite dos detalhes da A6300.

“Cherokee” em f/6.3 1/800 ISO100 @ 50mm; paredão de rochas, puxando o limite dos detalhes da A6300.

Crop 100%, mas a E16500 funciona até que bem em 50mm, com um leve blooming em f/6.3.

Crop 100%, mas a E16500 funciona até que bem em 50mm, com um leve blooming em f/6.3.

Ainda sobre aberrações, fui procurar as cromáticas laterais típicas das zoom, aquelas linhas coloridas em contornos de muito contraste. E não encontrei. Qual é a mágica? A Sony embute as compensações no arquivo raw, MESMO com as compensações desligadas na câmera. Oras bolas, a correção de distorção não pode ser desligada, mas as de vinheta e aberrações cromáticas podem? Daí você abre os arquivos no computador, e eles estão perfeitos? Como assim? Nos arquivos JPEG, a Sony desliga a correção, e vemos linhas finas coloridas ao redor do quadro. Mas nos arquivos raw, a compensação é embutida, indicado por um aviso do Adobe Camera Raw que eu nunca tinha visto antes. É muita cara de pau da Sony, sim ou com certeza? Sem vergonhisse… ¯\_()_/¯

SONY_E1650_PZ_OSS_10

“/\” em f/6.3 1/250 ISO100 @ 23mm; aparentemente um arquivo perfeito.

“/\” em f/6.3 1/250 ISO100 @ 23mm; aparentemente um arquivo perfeito.

Crop 100%, até você ver as linhas finas no JPEG da câmera, e que somem no raw. Feitiçaria?

“Pico” em f/6.3 1/1000 ISO100 @ 19mm; rochedos contra o céu azul, mais um motivo para CA lateral…

“Pico” em f/6.3 1/1000 ISO100 @ 19mm; rochedos contra o céu azul, mais um motivo para CA lateral…

Crop 100%, até aparece no JPEG da câmera, mas duvido que é tão pouco assim; e nem no raw a correção é perfeita. O_o

“Hoover” em f/6.3 1/640 ISO100 @ 16mm; itens arquitetônicos, mais uma boa pedida para aberrações cromáticas.

“Hoover” em f/6.3 1/640 ISO100 @ 16mm; itens arquitetônicos, mais uma boa pedida para aberrações cromáticas.

Crop 100%, mas elas aparecem finas no JPG (duvido) e são invisíveis no raw; também note a diferença de nitidez dos dois processamentos.

Por fim o bokeh não é a especialidade desta zoom, com abertura variável e distâncias focais mais voltadas para o standard. Então só com o sujeito muito próximo das lentes, com o segundo plano distante e de preferência em 50mm, dá para desfocar o fundo. Ele é razoavelmente suave com bastante luz e sujeitos orgânicos, sem pontos de luz definidos. O look é um pouco “handycam” com bolhas brilhantes e halos azuis, típicos das filmadoras. E sob pouca luz, com highlights intensos no segundo plano, as bolas do bokeh são horríveis, cheias de linhas “nervosas”.

“Folha” em f/5.6 1/640 ISO100 @ 50mm; resistência a flare é boa na E1650PZ, não foi fácil gerar estes exemplos.

“Folha” em f/5.6 1/640 ISO100 @ 50mm; resistência a flare é boa na E1650PZ, não foi fácil gerar estes exemplos.

Crop 100%, nitidez no foco mínimo em 50mm também é muito boa, a melhor distância focal deste projeto.

Crop 100%, nitidez no foco mínimo em 50mm também é muito boa, a melhor distância focal deste projeto.

“Flare” em f/5.6 1/1000 ISO100 @ 50mm; note a aparência de bolha com halo azul, típico das câmeras de vídeo.

“Flare” em f/5.6 1/1000 ISO100 @ 50mm; note a aparência de bolha com halo azul, típico das câmeras de vídeo.

Crop 100%, linhas horizontais da instalação dos pontos phase; SENSORGATE, alguém? :-D

Crop 100%, linhas horizontais da instalação dos pontos phase no sensor de imagem APS-C; é um defeito. “SENSORGATE”, alguém? :-D

“Flores” em f/5.6 1/80 ISO2000 @ 50mm; impressionante para uma fotografia a noite, com pouca luz.

“Flores” em f/5.6 1/80 ISO2000 @ 50mm; desfoque relativamente suave na distância mínima de foco, embora os highlights sejam feios.

“Bliss” em f/5.6 1/80 ISO1600 @ 50mm; foco mínimo proposital, nem precisa de crop pra ver as bolas ruins do bokeh.

“Bliss” em f/5.6 1/80 ISO1600 @ 50mm; foco mínimo proposital, nem precisa de crop pra ver as bolas ruins do bokeh.

 “Maneki Neko” em f/5.6 6” em ISO100 @ 50mm; foco mínimo, segundo plano distante.

“Maneki Neko” em f/5.6 6” em ISO100 @ 50mm; foco mínimo, segundo plano distante. Bolhas medonhas no bokeh, sem qualquer suavidade.

VEREDICTO

A E 16-50mm f/3.5-5.6 PZ OSS é a objetiva mais bizarra do vlog do zack. Uma zoom standard na palma das mãos, ela tem tantas qualidades que fica difícil implicar com a perfomance óptica sem vergonha, essencialmente assistida por compensações eletrônicas. Começamos com o grande angular realmente amplo, equivalente aos 24mm, bem mais aberto que os 28mm equivalentes de uma 18-55mm, para fotos muito mais dramáticas. Continuamos para todos os recursos básicos (AF, OSS), junto de um zoom motorizado bacana para gravação de vídeo. E tudo isso ainda cabe no mesmo espaço que uma bateria LP-E6 da Canon, para ir com você a qualquer lugar. OK, as fotos não tem o primor óptico de uma prime, mas quem se importa? Em nome da flexibilidade e das fotos, a Sony fez o impossível: uma zoom de 3cm, sem vergonha, nem medo de errar. Boas fotos!