XiaoYi 12-40mm f/3.5-5.6

Baixo custo, baixa expectativa

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Setembro/2017 – A Xiaoyi 12-40mm f/3.5-5.6 é a primeira objetiva zoom do formato Micro Four Thirds, oferecida pela chinesa Xiaoyi, como parte da câmera mirrorless M1. Obrigatória com o kit, ela cobre do final do grande angular equivalente aos 24mm, bacana para composições amplas, brincando com as linhas do quadro; até o curto telephoto equivalente aos 80mm, próprio para fotografar retratos ou detalhes. Uma zoom de operação simples e recursos em baixa, ela é a típica “lente de kit” com abertura variável f/3.5-5.6, pensada na portabilidade e na leveza; uma ótima companheira a M1, de 280g. Ambas totalmente feitas de plástico, com excessão evidente dos vidros das lentes, será que a qualidade vale a pena? Ou será que você terá de comprar outra objetiva, para aproveitar ao máximo a performance da M1? Vamos descobrir! Boa leitura. (english)



CONSTRUÇÃO E OPERAÇÃO

XiaoYi 12-40mm f/3.5-5.6

Em 6.2 x 5.8cm de 185g de plásticos, a Xiaoyi 12-40mm f/3.5-5.6 é uma típica zoom-padrão do formato Micro Four Thirds; uma das menores e leves do mercado, e de operação simplificada. O segredo de tamanha portabilidade está no design “dobrável” além dos 12mm, que deve ser aberto ante de usar, crescendo para 7.2cm no grande angular, e 9.3cm no telephoto; razoavelmente mais curta que outras objetivas da mesma classe no MFT, e bem menor que as “zoom de kit” do APS-C. Esta é a principal razão de ser do formato Micro Four Thirds, e a principal decisão de compra sobre as câmeras e objetivas: a operação “padrão” de uma câmera “avançada” de hoje em dia (com troca de objetivas, sensor grande), porém no menor espaço possível, sem perder a performance. É o mesmo princípio das objetivas “G” da Panasonic, como a VARIO 14-45mm f/3.5-5.6 MEGA OIS com a mesma equivalência, mas ainda mais simples na Xiaoyi, com o bônus do design dobrável.

XiaoYi 12-40mm f/3.5-5.6

Nas mãos a operação é miniaturizada, leve e bem equilibrada contra as câmeras também portáteis do formato MFT. Montada com a própria Yi-M1 de 280g, todo o peso do conjunto apoia entre a conexão da objetiva (mount) e a mão esquerda, diferente da pegada da mão direita que segura a maioria das câmeras DSLR, que são maiores. Desta forma é possível criar máquinas incrivelmente portáteis, como a Panasonic DMC-GF3 do tamanho de um deck de cartas, e que sequer tem um “grip” de pegada para a mão; tudo é equilibrado do lado esquerdo, entre a objetiva e a câmera. Na Xiaoyi o zoom é feito por um imenso anel traseiro não-emborrachado, dos 12mm aos 40mm em cerca de 70º, e o movimento é suave, preciso, leve sem ser “porcaria”; dispensando uma cobertura de borracha para aumentar a tração. E na frente o anel de foco manual é eletrônico (“fly-by-wire”), e segue o mesmo design do zoom: todo de plástico, sem a borracha, mas suave de usar.

XiaoYi 12-40mm f/3.5-5.6

Antes de usar a câmera, a interface avisa que o zoom está fechado, solicitando que o fotógrafo prepare a objetiva. O botão de trava (“unlock”) está do lado esquerdo ao alcance do dedão, e é de operação suave; nada de clicks duros ou “arranhados” no deslizar da chave, que é bem feita. Então para ir dos 12mm aos 40mm o movimento horário é leve, e o tubo interno expande para frente, razoavelmente robusto e sem balançar a carcaça estrutural, o que evita desalinhamentos. Esta é uma vantagem “oculta” do formato menor Micro Four Thirds: menor e com bem menos peças, a “estrutura” física para suportar as especificações mundanas, são fáceis de fabricar e gostosas de usar; duradouras por vários anos de vida. Elas parecem frágeis e “porcarias” de longe, mas é só impressão: “menos é mais” no design e construção do MFT, e as peças duram a vida toda.



XiaoYi 12-40mm f/3.5-5.6

Já a operação do foco deve ser ativada pela interface da câmera, uma vez que a 12-40mm não tem botões físicos “AF/MF”. Na Xiaoyi YI-M1 a escolha pode ser feita tanto pelo menu principal quanto pelo menu “rápido”, com opções de AF+MF (“full time manual”), e também “manual com peaking”, indispensável na usabilidade da M1. Como a 12-40mm e a câmera M1 não mostram uma régua de distância na interface, é impossível “adivinhar” aonde de fato está o foco, daí a lógica de usar o peaking. Um contorno vermelho indica a área de mais contraste e nitidez na foto, auxiliando o fotógrafo na hora da focagem. O giro do anel externo é gostoso de usar, e não tem atraso entre o movimento do grupo interno de focagem, que também não faz barulho. Este anel é tão bem feito quanto uma Sony FE 55mm f/1.8 ZA de US$999, e impressiona na 12-40mm da M1 – US$299 o kit!

XiaoYi 12-40mm f/3.5-5.6

Do lado de dentro a Xiaoyi não declara a tecnologia do motor de foco da 12-40mm, mas dá para imaginar um sistema linear, por trilhos magnéticos. Como não há qualquer vibração na objetiva (o que indicaria um sistema helicoidal), ou algum barulho durante a focagem (o que indicaria o motor por engrenagens), concluo que o foco é linear. Com a M1 a focagem acontece em cerca de 0.5 segundos, o que é razoável para sujeitos estáticos do dia-a-dia, embora não funcione em modo contínuo; já vimos que o sistema de contraste da câmera não serve em modo C-AF (“continuous auto-focus”). Por outro lado a precisão é muito boa, e menos de 10% das fotos de um review com mais de 900 clicks saíram fora de foco. Portanto a performance é “honesta” com a M1, apesar de não competir com as câmeras mirrorless mais avançadas, com pontos phase no sensor, capazes de focar ainda mais rapidamente, e ainda de maneira contínua, para seguir sujeitos em movimento.

XiaoYi Yi-M1

XiaoYi 12-40mm f/3.5-5.6

Enfim do lado de dentro da Xiaoyi fez uma abstenção importante na 12-40mm: ela não inclui um módulo estabilizador, quase padrão neste tipo de objetiva. É difícil trabalhar com a 12-40mm sob pouca luz, e praticamente impossível usá-la para gravações de vídeo; a “tremedeira” é inaceitável. Na frente ela aceita filtros de ø49mm, que vão numa rosca plástica, dentro do trilho de para-sol; este que não é incluído no kit da M1, que sequer declara qual para-sol é compatível. Atrás a baioneta de montagem de plástico é suave e gostosa de usar, sem fricção, barulho ou pressão; um beijo para quem usa Nikon, com o F-mount sempre duro de montar. O último elemento óptico é fixo e previne água e poeira de entrar na objetiva, apesar de nada ser declarado sobre “weather resistance”, comum para esta classe equipamento. A 12-40mm é uma excelente adição ao kit da câmera M1, e vale pela usabilidade descompromissada e fácil, coerente para com o público alvo dos US$299 – o kit! Ela funciona pela simplicidade e, como veremos a seguir, também pelas fotos, que não devem em nada às alternativas mais caras do formato Micro Four Thirds. 



QUALIDADE DE IMAGEM

“Tsūtenkaku” em f/6.3 1/400 ISO200 @ 12mm; todas as fotos com a YI-M1; arquivos raw disponíveis no Patreon.

“Tsūtenkaku” em f/6.3 1/400 ISO200 @ 12mm; todas as fotos com a YI-M1; arquivos raw disponíveis no Patreon.

Com 11 elementos em 9 grupos, absolutamente nada é declarado sobre a tecnologia óptica da Xiaoyi 12-40mm: qualidade dos vidros, geometria, tratamentos químicos ou design inovador. O que dá para “ver” na operação física da objetiva é que o grupo traseiro se move independentemente no interior da carcaça, indicando algum nível de operação “float”, o que garante resolução otimizada para cada distância focal. E na prática a 12-40mm funciona: as fotos tem boa resolução no centro, a par de qualquer outra “zoom de kit” do mercado, e perde performance nas bordas, no grande angular. Fechar a abertura aumenta a resolução do centro ao perímetro, com pico entre f/5.6-7.1, e a geometria é questionável dos 12mm aos 24mm, bem corrigida só nos 40mm. E as aberrações cromáticas estão todas presentes e em peso, quase típico da “óptica chinesa” de baixo custo, apesar de nunca realmente destruir uma imagem. As cores e o contraste são sempre duvidosos, e nos fazem perder alguns minutos a mais no pós-processamento das imagens que. Enfim a Xiaoyi 12-40mm funciona para o que é, simples e sem grandes problemas de qualidade de imagem.

“Gêmeas” em f/5.6 1/320 ISO200 @ 12mm.

“Gêmeas” em f/5.6 1/320 ISO200 @ 12mm.

Na abertura máxima f/3.5 em 12mm, e f/5.6 logo em 25mm até 40mm, a performance da Xiaoyi é longe da aceitável, nem no centro. A resolução não “resolve” os 20MP do sensor Sony IMX269 de 20MP da M1, principalmente por problemas no contraste e na nitidez, atrás até dos mais básicos smartphones. A perda de contraste se dá em razão do “blooming”, evidente nas duas pontas do range focal, já que conjunto óptico “maior” do formato Micro Four Thirds vai na contra-mão da alta qualidade de imagem, dados os vidros de baixa performance. Nas bordas a resolução é ainda pior, e piora devido a baixa profundidade de campo, entre outros fatores: a geometria acentuada do plano de imagem; a qualidade duvidosa das peças de vidros; e a falta de tratamentos químicos, que não evitam os reflexos internos. A abertura máxima até funciona para permitir mais luz no sensor da câmera, mas francamente deve ser evitada; falta resolução dos f/3.5 aos f/5.6.

“Kanji” em f/5.6 1/100 ISO250 @ 40mm.

“Kanji” em f/5.6 1/100 ISO250 @ 40mm.

Crop 100%, blooming na abertura máxima; perda de contraste e nitidez.

Crop 100%, blooming na abertura máxima; perda de contraste e nitidez.

“Orizuru” em f/5.6 1/320 ISO200 @ 40mm.

“Orizuru” em f/5.6 1/320 ISO200 @ 40mm.

Crop 100%, detalhes estão lá, mas sem nitidez na abertura máxima.

Crop 100%, detalhes estão lá, mas sem nitidez na abertura máxima.

“Takarada” em f/5.6 1/200 ISO200 @ 40mm.

“Takarada” em f/5.6 1/200 ISO200 @ 40mm.

Crop 100%, blooming mais uma vez, o que dá a aparência de um “sonho” à imagem.

Crop 100%, blooming mais uma vez, o que dá a aparência de um “sonho” à imagem.

“TAXI” em f/5.6 1/100 ISO500 @ 40mm.

“TAXI” em f/5.6 1/100 ISO500 @ 40mm.

Crop 100%, linhas nem sempre firmes na abertura máxima.

Crop 100%, linhas nem sempre firmes na abertura máxima.

Fechar a abertura exponencialmente aumenta a resolução do centro as bordas, comportamento padrão das objetivas zoom, e com grande eficiência aqui na 12-40mm. O pico da resolução nas bordas é logo em f/5.6 nos 12mm, com capturas aceitáveis de ponta a ponta, com bom contraste. O blooming é totalmente resolvido e ajuda na reprodução de cenas com a fonte de luz no quadro, sem “vazar” para os pixels adjacentes, o que aumenta a nitidez/resolução percebida. Isto é ideal para fotografar cenas urbanas com letreiros, lampiões e spots de rua à noite, nítidos e cheios de detalhes, muito a frente da abertura máxima. E no telephoto a abertura f/7.1 é bem-vinda para capturas detalhadas, com texturas finas e linhas precisas, um salto à frente da máxima f/5.6. Novamente, é o comportamento-padrão as objetivas “zoom de kit”, e funciona em prol da qualidade de imagem: use-a Xiaoyi 12-40mm entre f/5.6-f/7.1, para extrair o melhor da M1.



“Feira” em f/5.6 1/100 ISO500 @ 12mm.

“Feira” em f/5.6 1/100 ISO500 @ 12mm.

Crop 100%, resolução afiada na abertura otimizada; impressionante para o kit.

Crop 100%, resolução afiada na abertura otimizada; impressionante para o kit.

“Shinobazunoike Bentendo” em f/5.6 1/100 ISO4000 @ 12mm.

“Shinobazunoike Bentendo” em f/5.6 1/100 ISO4000 @ 12mm.

Crop 100%, nem o ISO alto vai contra a resolução, que é alta em f/5.6.

Crop 100%, nem o ISO alto vai contra a resolução, que é alta em f/5.6.

“Shop” em f/5.6 1/100 ISO200 @ 12mm.

“Shop” em f/5.6 1/100 ISO200 @ 12mm.

Crop 100%, detalhes impressionantes, para os 20MP e para a objetiva do kit.

Crop 100%, detalhes impressionantes, para os 20MP e para a objetiva do kit.

“Akihabara” em f/7.1 1/100 ISO320 @ 12mm.

“Akihabara” em f/7.1 1/100 ISO320 @ 12mm.

Crop 100%, resolução nas bordas, na zoom grande angular do kit.

Crop 100%, resolução nas bordas, na zoom grande angular do kit.

As aberrações cromáticas acontecem principalmente no eixo da imagem, especialmente em zonas contra à luz, que ganham contornos roxos, difíceis de eliminar mesmo no pós-processamento. Fotos de árvores na natureza, postes/cabos em cidades, e planos-close de sujeitos contra à luz, ganham bolhas coloridas no segundo plano, e pedem cuidado com a composição. Enquanto o contraste tenha de ser realmente alto para vermos as aberrações cromáticas, é fácil descuidarmos  da luz e destruirmos arquivos do dia-a-dia, afinal à óptica será levada ao limite nestas situações; a Xiaoyi não foi feita para isto: vidros pequenos, sem alta tecnologia ou tratamentos especiais, ainda de baixo-custo, e num sensor de alta resolução? É a arquitetura do desastre para as aberrações axiais. Por outro lado as aberrações laterais são discretas: gráficos custam a mostrar contornos coloridos, a não ser que o contraste seja alto demais, na captura e no pós-processamento.

“Fudoin” em f/6.3 1/250 ISO200 @ 12mm.

“Fudoin” em f/6.3 1/250 ISO200 @ 12mm.

Crop 100%, aberrações de eixo, típicas de uma zoom grande angular.

Crop 100%, aberrações de eixo, típicas de uma zoom grande angular.

“Sumiyoshi Taisha” f/5.6 1/500 ISO200 @ 29mm.

“Sumiyoshi Taisha” f/5.6 1/500 ISO200 @ 29mm.

Crop 100%, linhas coloridas em zonas de alto contraste.

Crop 100%, linhas coloridas em zonas de alto contraste.

“Letras” em f/5.6 1/320 ISO200 @ 25mm.

“Letras” em f/5.6 1/320 ISO200 @ 25mm.

Crop 100%, contornos finos, de alto contraste, ganham linhas coloridas.

Crop 100%, contornos finos, de alto contraste, ganham linhas coloridas.

“Letras II” em f/6.3 1/100 ISO200 @ 24mm.

“Letras II” em f/6.3 1/100 ISO200 @ 24mm.

Crop 100%, às vezes as aberrações laterais não aparecem…

Crop 100%, às vezes as aberrações laterais não aparecem…

A distorção geométrica também não se sai tão bem na zoom compacta e grande angular, apesar de facilmente evitada, dependendo da distância focal. Os problemas acontecem exclusivamente em 12mm, em composições com o foco curto entre 3 metros e o mínimo de 0.35m, que ganham uma bolha em linhas retas periféricas e perpendiculares ao eixo X, implorando por compensações eletrônicas via software; ainda não presentes nos menus da câmera M1. Isso é notado em cenas urbanas de grafites, posters e espaços fechados, e mais discreto em cenas naturais; desde que você não deixe a linha do horizonte nos limites do quadro. Porém de 24mm até 40mm a distorção geométrica não acontece, graças ao design mais comprido da 12-40mm, em 9.3cm estendida no telephoto. Isto é muito útil para fotografar com o efeito “túnel” em cenas urbanas, detalhes de objetos, ou retratos fiéis à partir da câmera, e compete tranquilamente com uma prime específica. Já vimos zooms mais longas com o problema no telephoto, mas não acontece na Xiaoyi 12-40mm.

”Tsūtenkaku II” em f/6.3 1/320 ISO200 @ 12mm.

”Tsūtenkaku III” em f/5.6 1/100 ISO800 @ 12mm.

”Bar” em f/5 1/100 ISO640 @ 12mm.

”Monks” em f/5.6 1/100 ISO2000 @ 12mm.

Enfim as cores e o bokeh são sempre uma incógnita em 1) projetos chineses, 2) de baixo custo e 3) sem tecnologias ópticas. Se não fosse o bastante uma zoom de abertura f/3.5-5.6 e razoavelmente curta em 40mm, com profundidade de campo só realmente curta em planos-close na distância mínima de foco, os 11 elementos em 9 grupos deixam as “bolhas” dos highlights do segundo plano um pouco “nervosas”, cheias de círculos concêntricos que lembram camisinhas enroladas; sem a suavidade de uma prime. Embora funcione para o “efeito bokeh” em fotos de perto, este não é o kit ideal para isto. Mas as cores dependem largamente da tecnologia da câmera: a M1 pode mostrar vermelhos, azuis, verdes, amarelos, rosas e laranjas “puros” sob iluminação natural e com arquivos raw, mas não é um aval para as cores “agradáveis”, como vemos numa Canon EF+EOS; tudo dependerá do pós-processamento. Mas a 12-40mm é neutra como ponto de partida para tons dos mais pastéis até os mais saturados, sem mudanças nas sombras ou problemas sob muita luz.



“Tapete” em f/6.3 1/100 ISO1000 @ 24mm.

“Tapete” em f/6.3 1/100 ISO1000 @ 24mm.

“Argola” em f/7.1 1/100 ISO320 @ 40mm.

“Argola” em f/7.1 1/100 ISO320 @ 40mm.

“Planta” em f/5.6 1/100 ISO6400 @ 40mm.

“Planta” em f/5.6 1/100 ISO6400 @ 40mm.

“Girasol” em f/5.6 1/125 ISO200 @ 40mm.

“Girasol” em f/5.6 1/125 ISO200 @ 40mm.

Crop 100%, desfoque “nervoso” no segundo plano.

Crop 100%, desfoque “nervoso” no segundo plano.

“Beer” em f/5.6 1/320 ISO200 @ 40mm.

“Beer” em f/5.6 1/320 ISO200 @ 40mm.

“Flor” em f/5.6 1/100 ISO250 @ 40mm.

“Flor” em f/5.6 1/100 ISO250 @ 40mm.

“Lâmpadas” em f/5.6 1/500 ISO200 @ 40mm.

“Lâmpadas” em f/5.6 1/500 ISO200 @ 40mm.

Crop 100%, desfoque próximo do foco mínimo.

Crop 100%, desfoque próximo do foco mínimo.

“Tag” em f/5.6 1/400 ISO200 @ 40mm.

“Tag” em f/5.6 1/400 ISO200 @ 40mm.

VEREDICTO

A Xiaoyi 12-40mm f/3.5-5.6 é uma companheira lógica para a Yi-M1: leve, portátil, fácil de usar, e opticamente capaz como qualquer outra “zoom de kit”. Surpreende a usabilidade suave do anel de zoom e a robustez do tubo interno que expande, uma vantagem do formato Micro Four Thirds menor, em comparação ao APS-C. A operação francamente é bem-feita, melhor que algumas alternativas das marcas principais de primeira geração, e vale a pena mantê-la no kit: mesmo que você experimente objetivas de maior valor, a 12-40mm é prática para levar para passear, sem se preocupar com danos, acidentes, nem deixar de lado a qualidade de uma câmera “de verdade”. Enquanto o foco automático seja “ok”, a ausência do estabilizador pode ser um problema: atrapalha bastante quem está vindo de uma objetiva IS/VR/OIS, ou até de um smartphone com estabilizador óptico, e indica o “corte” em direção ao preço em conta. Mas a performance óptica justa vale a pena no kit: a resolução é OK, o contraste é OK, as aberrações são OK, e as cores e desfoque são OK. Mantenha as expectativas baixas e prepare-se para se impressionar. E boas fotos!