Canon EF 40mm f/2.8 STM

A primeira EF pancake.

Agosto/2014 – A 40mm f/2.8 STM é a primeira lente com design pancake na linha EF da Canon. Anunciada em junho de 2012 ao lado da EOS T4i e da EF-S 18-135mm f/3.5-5.6 IS STM, também é a primeira “full frame” com o novo stepping motor “STM”. O mecanismo usa um motor “brushless” (sem bobina), que tem como vantagens o silêncio e a suavidade no movimento, ideal para foco contínuo no modo filme (EOS Movie). Embora os “40mm f/2.8” soem estranhos, eles foram escolhidos por dois motivos. Primeiro o projeto não é complicado como uma 35mm e pode ser feito com baixo custo; esta é a segunda lente full frame mais barata da Canon por apenas US$199 (atrás da EF 50mm f/1.8 II). Segundo, a especificação f/2.8 pode ser atingida num curtíssimo espaço físico (ela tem 22mm de profundidade), oportunidade para o design pancake. (english)


CONSTRUÇÃO E OPERAÇÃO

Canon EF 40mm f/2.8 STM

Em 130g a EF 40mm f/2.8 STM está ao lado da EF 50mm f/1.8 II como as duas lentes mais leves da Canon. O projeto é relativamente complexo em seis elementos em quatro grupos, e os vidros parecem anãos no centro do mount EF. Aposto que ela poderia ser muito menor e manter a mesma especificação se mudasse de mount (EF-M 22mm f/2 STM, alguém?), mas para atender o full frame a baioneta grande teve de ficar. De qualquer maneira é uma lente estranha porque mais lembra uma tampa da câmera do que uma objetiva standard, apesar de funcionar normalmente.

Canon EF 40mm f/2.8 STM E-M 22mm f/2

A operação é simples e o tubo interno se move durante a focagem, quem tem outras primes parecidas sabe como é. Mas pelo menos ele não gira e os filtros de ø52mm na frente aceitam polarizadores ou ND graduados sem problemas. O bacana das novas STM é que este motor oferece o full time manual! Mesmo em “AF” você pode mover o anel de foco manual para compensar qualquer erro da câmera. Por outro lado este anel MF das STM é do tipo “fly by wire”. Quando você gira ele diz eletronicamente para o motor mover os elementos da lente, não é um anel mecânico de verdade. Então a resposta tátil é ruim e não muito precisa. Além disto exige energia elétrica da câmera. Se você esqueceu de “fechar” a lente antes de guardar, ela vai ficar com o tubo interno “pra fora”. Nota: não forcem o tubo de volta no lugar que pode danificar o motor.

Canon EF 40mm f/2.8 STM

O foco automático não é dos mais velozes e fica clara a distinção que a Canon quer fazer contra os USM. Os dois são silenciosos mas os ultrasonic claramente são mais rápidos. Mas não tive nenhuma foto fora de foco com a EF 40mm f/2.8 STM, apesar dele demorar pra sair do infinito e chegar nos 0.3m do foco mínimo. Funciona na rua mas não espere o mesmo desempenho das tops, dependendo do sujeito você perderá oportunidades; as Canon EF 35mm USM são muito mais rápida para street shooting, enquanto esta STM “pensa” um pouquinho antes de se mexer.

Canon EF 40mm f/2.8 STM

E é só isto! O mount de metal é super liso para montar/desmontar com facilidade e os plásticos não fazem barulho no corpo da lente. Não há janela de distância nem baioneta para o hood. Simples, funcional e bem construída. A EF 40mm f/2.8 STM é uma lente para comprar e usar.Com poucos recursos além do foco automático, a 40mm pancake devolve a da atenção do fotógrafo para as fotos. É tirar da caixa, montar na câmera e fotografar. Ela mais lembra uma tampa do corpo que uma lente em si e com a EOS 5D Mark II só lembramos do peso do corpo; é um conjunto estranho de segurar porque a “pegada” na mão esquerda (que apoia a lente) não está lá. Funciona bem para quem fotografa só com a mão direita na rua, por exemplo. O mesmo para os corpos menores APS-C, que tem a equivalência dos 64mm do full frame e são ainda mais leves.


QUALIDADE DE IMAGEM

“M3” com a EOS Elan 7E em f/6.3 1/250 e Fuji Superia 200.

“M3” com a EOS Elan 7E em f/6.3 1/250 e Fuji Superia 200.

A Canon EF 40mm f/2.8 STM é o que eu chamo de “representante” da qualidade dos novos processos de fabricação. Pouca gente sabe mas não faz muito tempo que os computadores entraram de vez no meio do processo de fabricar uma lente. Quando antes apenas o conjunto depois de pronto era testado no computador, hoje cada passo é verificado nos mínimos detalhes, desde a pureza da mistura do vidro até a curvatura de cada elemento da objetivas. Por isto as novas gerações de equipamento tem níveis de resolução cópia a cópia (isto é, em todas as peças fabricadas) quase 100% perfeitos, com o custo mais baixo e qualidade de imagem excelente.

“Zack” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

“Zack” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

Mesmo em f/2.8 o quadro é cheio de detalhes do centro as pontas, com contraste bacana para realçar contornos e cores saturadas em qualquer situação. É diferente de outros modelos antigos que sofriam com blooming (vazamendo de luz e perda de nitidez em linhas) e aquela diferença de resolução do meio da foto para as bordas. Tudo é impecável e atende principalmente os sensores digitais de vários megapixels, que tendem a ampliar qualquer probleminha óptico.

“Gato” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

“Gato” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

“St. Michel” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

“St. Michel” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

“Terminal 3” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

“Terminal 3” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

Fechando para f/4, f/5.6 e f/8 a diferença na profundidade de campo é mais notável que qualquer melhora na nitidez das fotos. Apenas a vinheta, que é acentuada em abertura máxima no full frame, melhora um pouco nas câmeras de sensor grande mas no geral os arquivos continuam super saturados e com personalidade. É uma favorita para encontros sociais porque a compressão de perspectiva é agradável as facetas humanas, sem distorcer o nariz e as orelhas, por exemplo.


“Rua” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

“Rua” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

“Motoboy” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

“Motoboy” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

“São Paulo” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

“São Paulo” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

“Mini” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

“Mini” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

A qualidade do desfoque é boa e prova da atenção que os fabricantes tem dado para o “bokeh”. É um dos principais “selling points” das DSLR com sensorzão e mesmo em f/2.8 o segundo plano é suave e colorido, mais que as f/2.8 antigas. Vejo muita gente preocupada com esta abertura relativamente pequena mas serve a maioria das situações. Só se você for daqueles que fotografam sem luz (coisa que eu nunca vou entender…) é que o f/2.8 pode incomodar.

“Leitor” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

“Leitor” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

“Passagem” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

“Passagem” com a EOS Elan 7E e Fuji Superia 200.

“Linha 5” com a EOS Elan 7E e Kodak Portra 800.

“Linha 5” com a EOS Elan 7E e Kodak Portra 800.

“Viaduto” com a EOS Elan 7E e Kodak Portra 800.

“Viaduto” com a EOS Elan 7E e Kodak Portra 800.

“Música” com a EOS Elan 7E e Kodak Portra 800.

“Música” com a EOS Elan 7E e Kodak Portra 800.

VEREDICTO

Enfim uma lente com qualidade de imagem excelente e design compacto, a primeira na linha EF da Canon. Na minha opinião é a uma quase sucessora da EF 50mm f/1.8 II como uma “must have” no kit de quem uma câmera EOS. A operação é simples, as fotos são bacanas, e o STM é uma novidade bem vinda (silencio e baixo custo). Por US$199 fica difícil deixá-la fora da lista de compras. Nesta altura do campeonato (2014), fica difícil recomendar a cinquentinha como uma primeira prime. Na Canon, a melhor fixa de baixo custo hoje é esta EF 40mm f/2.8 STM. Abraços!