Sony E 55-210mm f/4.5-6.3 OSS

Curto-médio telephoto nativo no E-mount APS-C

Abril/2017 – A E 55-210mm f/4.5-6.3 OSS, introduzida no final de 2011, é uma zoom curto-médio telephoto, própria para fotografar retratos, eventos, esportes e paisagens no E-mount APS-C da Sony. Uma companheira da básica E 18-55mm f/3.5-5.6 OSS da mesma geração, ou qualquer alternativa mais recente como a E 16-50mm f/3.5-5.6 PZ OSS, a ideia é oferecer um “kit de entrada” que vá dos 18mm aos 210mm, sem deixar de lado o apelo premium que a Sony deseja tanto para a linha Alpha, junto da portabilidade das câmeras sem espelho; a razão de ser do E-Mount. Para ser pequena, a “SEL55210” toma decisões questionáveis na especificação, com abertura máxima f/6.3 no alcance máximo 210mm (quando normalmente recebemos um f/5.6 nas objetivas 55-250mm das DSLR), o que implica em menos luz incidindo na câmera, ponto negativo compensado em parte pelo “OSS”, Optical SteadyShot, o estabilizador embutido de até 4 stops. Com o preço de apenas US$348, a SEL55-210 é esquecida no sistema Alpha, apesar do alcance, da portabilidade e do preço baixo. Mas será que ela vale a pena? Vamos descobrir! Boa leitura. (english)



CONSTRUÇÃO E OPERAÇÃO

Sony E 55-210mm f/4.5-6.3 OSS

Em 10.6 x 6.2cm de cerca de 345g de plásticos e metais, a construção da E 55-210mm f/4.5-6.3 OSS é muito boa para o preço, certamente um passo a frente de outras opções “curto-telephoto APS-C” da concorrência. Enquanto a Canon EF-S 55-250mm f/4-5.6 IS só tomou vergonha na cara na construção da versão STM de 2014, esta Sony entregava um tubo sólido, que não balança as peças internas, desde 2011, quando ninguém levava a sério as câmeras da falecida linha NEX. Hoje que elas fazem mais sucesso, faz sentido a Sony manter a construção simples das “E” pensadas nas câmeras menores, com tubos leves de policarbonato, um dentro para o zoom de operação suave e outro fora coberto por alumínio de acabamento brilhante, próprio para casar com o design sóbrio das mirrorless Alpha. É notável o comprometimento da Sony com o APS-C “premium”, construindo uma linha de alta qualidade sobre o formato menor, enquanto Canon e Nikon ignoravam-no no mercado “de entrada”, com câmeras e objetivas relegadas à tecnologias um tanto ultrapassadas.

Sony E 55-210mm f/4.5-6.3 OSS

Nas mãos a operação infelizmente é incoerente, já que não podemos desviar das leis da física. Enquanto o ajuste do zoom é feito por um imenso anel emborrachado de 6cm, de movimento incrivelmente suave, quieto, gostoso de usar até na minha cópia comprada usada, é impossível não notar como a E 55-210mm fica “desengonçada” na câmera; dado os 4.5 cm de comprimento do tubo extendido (15.1 cm total). Se por um lado sem dúvidas um kit de A6500 + SEL55-210 é uma fração do tamanho (e do peso) de uma EOS 60D + EF-S 55-250STM, por outro é inegável como este tubo fica cômico na frente de uma diminuta câmera sem espelho, e fez ainda mais importante a decisão da Sony em poupar no peso, para que ela não puxasse o equilíbrio de todo o conjunto para frente. A E 55-210 certamente não caberá no mesmo bolso de uma prime pancake, e exige também o comprometimento do fotógrafo para carregar uma objetiva tão longa do médio-telephoto.

Sony E 55-210mm f/4.5-6.3 OSS

Na frente um anel emborrachado de foco manual repete a operação de praticamente todas as objetivas do E-mount: sem botões ou chaves de seleção físicos no tubo da objetiva, com funções operadas virtualmente, pelos menus da câmera. O foco e estabilizador devem ser controlados na tela da máquina, o que depende da ergonomia de cada modelo, e também da paciência do fotógrafo. Montada na A6500, o atual topo de linha APS-C da Sony, nós procuramos os ajustes em abas confusas, espalhadas em diversos sub-menus, o que tira um pouco da agilidade de controles até básicos. Mas usando um motor linear de foco, absolutamente suave e quieto, pelo menos o anel de foco da SEL55210 permite a operação do “dynamic manual focus”, que funciona da mesma forma que o “full time manual” das objetivas topo de linha: depois da câmera travar o foco, é possível compensá-lo pelo anel sem ativar/desativar nada no equipamento, uma (literal) mão na roda em prol da praticidade, ótimo para precisão máxima em paisagens e fotografia de produtos.



Sony E 55-210mm f/4.5-6.3 OSS

O foco automático é um destaque do modelo. Comprada exclusivamente para testar as capacidades do “4D Focus” da Sony A6300 e agora da A6500, a E 55-210mm pode entregar momentos de brilhantismo; desde que, como sempre, a câmera e o fotógrafo façam um bom trabalho. Nos testes simples da A6300, com apenas 01 sujeito em destaque vindo em direção à câmera, a E55210 fez sequências quase totalmente em foco, com chance de acerto em 80%. É interessante ver como o motor linear “empurra” o grupo de foco sem esforço, e pode “travar” no ponto certo num piscar de olhos; é realmente rápido. Mas nos testes mais complicados com a A6500, a E55210 pode se confundir com vários sujeitos vindo em direção ao fotógrafo. O conjunto câmera + objetiva se perde entre qual sujeito ignorar e qual deveria estar em foco, e as chances de acerto são bem menores. Portanto uma boa técnica de focagem é imprescindível: escolha uma área limitada no “4D Focus”, e mire precisamente sobre o sujeito para melhores resultados.

“BMX” com a A6300 + E 50-210mm f/4.5-6.3 OSS em f/6.3 1/4000 ISO1250 @ 210mm; sequência completa de 22 fotos em Hi+.

“BMX” com a A6300 + E 50-210mm f/4.5-6.3 OSS em f/6.3 1/4000 ISO1250 @ 210mm; sequência completa de 22 fotos em Hi+.

Do lado de dentro a Sony também implementou o estabilizador de imagem OSS, Optical SteadyShot, que promete até 4 stops de compensação; valor facilmente entregue pela E 55-210mm. É incrível ver como ela se sai muito melhor que a E 50mm f/1.8 OSS, as duas testadas na A6500, que tem ainda um estabilizador integrado ao sensor de imagem. Neste caso, a Sony promete até 5 stops, coisa que SEL50F18 falhava em entregar (não passava dos 3 stops), mas que a SEL55210 quase ultrapassa com exposições “fáceis” de 1/10 segundo, sem nem dar muita firmeza às mãos: 1/320 (0EV), 1/160 (1EV), 1/80 (2EV), 1/40 (3EV), 1/20 (4EV) e 1/10 (5EV); perfeito para compensar o ISO e a abertura em paisagens estáticas. Porém no modo de gravação de vídeo, o OSS se sai tão mal quanto a prime 50mm, e aquela “tremidinha” da A6500 é idêntica, inclusive nos vídeos FullHD. No 4K, aliás, o problema é até mais severo, já que a vibração é tão grande que os detalhes do médio telephoto “invocam” o “efeito gelatina” do rolling shutter, inaceitável em vídeos que exijam acabamento profissional, visível até no 4K depois de reduzido para 1080P.

“SP” com a Sony A6500 + E 55-210mm f/4.5-6.3 OSS em f/6.3 1/10 ISO400 @ 210mm.

“SP” com a Sony A6500 + E 55-210mm f/4.5-6.3 OSS em f/6.3 1/10 ISO400 @ 210mm.

Crop 100%, note como até 1/10 (+5EV) o estabilizador da SEL55210 “segura” a composição; clique para ver maior.

Crop 100%, note como até 1/10 (+5EV) o estabilizador da SEL55210 “segura” a composição; clique para ver maior.

Sony E 55-210mm f/4.5-6.3 OSS

Enfim na frente os filtros de ø49mm são uma surpresa maldita: compatíveis com essa, essa e essa objetiva da Sony, ou com essa câmera; impossível pedir por maior compatibilidade na linha. Mas eles são muito pequenos para o médio-telephoto, e veremos na qualidade de imagem que a vinheta pode ser acentuada nesta diminuta zoom; de novo, impossível desviar das leis da física. Os filtros vão numa rosca plástica dentro do trilho para o para-sol, o que permite o uso dos dois ao mesmo tempo. Atrás o E-mount vem com a já-padrão baioneta metálica entre a câmera e a objetiva, apesar de não vermos nenhuma vedação contra água e poeira; ou seja, nada de sair por aí fotografando sob chuva com a sua A6500. No geral a SEL55210 é uma zoom médio-telephoto “acessível mas com algo a mais”, interessante pela construção notavelmente superior às concorrentes do APS-C, junto de uma operação suave e com controles mínimos, fáceis de usar por amadores ou profissionais. E como veremos nos exemplos a seguir, é no projeto óptico razoável que a SEL55210 vale a pena, e serve como recomendação, independente da classe mais simples.



QUALIDADE DE IMAGEM

“Passarinho” em f/6.3 1/400 ISO640 @ 210mm; todas as fotos com a Sony A6500; arquivos raw disponíveis no Patreon.

“Passarinho” em f/6.3 1/400 ISO640 @ 210mm; todas as fotos com a Sony A6500; arquivos raw disponíveis no Patreon.

Com um projeto óptico de 13 elementos em 9 grupos, duas peças de baixa dispersão para diminuir aberrações cromáticas e aumentar o contraste, e um grupo de focagem central com uma peça asférica que garante resolução em todo o range zoom, a E 55-210mm f/4.5-6.3 OSS estava a frente do seu tempo sendo a primeira “médio-telephoto” zoom acessível a oferece tais tecnologias. Enquanto o projeto óptico não seja perfeito, há pouco do reclamar dos resultados fotográficos: a resolução é boa no centro do quadro, indo de “aceitável” a ruim nas bordas, independente da distância focal; a nitidez está um pouco mais para o lado da suavidade, não explorando de fato as capacidades dos sensores EXMOR desta geração com 24MP; as aberrações cromáticas são realmente mínimas, graças às duas peças de baixa dispersão, nunca vistas nesta faixa de preço; e as distorções também são mínimas, sem problemas além da vinheta. No geral a SEL55210 é uma opção para estar sempre na mochila, pronta para atender o telephoto no E-mount.

“Flores” em f/6.3 1/400 ISO640 @ 210mm.

“Flores” em f/6.3 1/400 ISO640 @ 210mm.

Na abertura máxima a resolução da SEL55210 é o que eu chamo de “justa” nesta faixa de preço: não vai ganhar nenhum prêmio de melhor óptica, mas também não fará nenhuma foto “ruim”. No centro os resultados podem impressionar pela riqueza de detalhes, desde que não foquemos na distância mínima, que na E 55-210 está em longos 100cm (1m). A “ampliação” é de 1:4.4, legal para fotografar flores e pássaros, com resolução de sobra apesar da nitidez pobre, afinal o contraste é baixo quando focamos tão de perto; realmente estamos levando o projeto ao limite com sujeitos menores, preenchendo o quadro. Porém fora do centro, nas bordas da foto, a SEL 55210 na abertura máxima simplesmente não funciona: não há qualquer detalhe nítido independente da distância focal, de foco ou de trabalho, o que impede o uso do f/4.5-6.3 para fotografar paisagens, que pedem resolução no quadro todo. Neste caso é evidente as vantagens de fechar o diafragma para f/8-f/11, o que já é uma exigência para a profundidade de campo longa no sensor APS-C; lembre-se disto para os melhores resultados. Mas para um eventual retrato, com o sujeito ao centro, a SEL55210 funciona: os arquivos são bons, apenas não espere milagres.

“Passarinho II” em f/6.3 1/400 ISO500 @ 210mm.

“Passarinho II” em f/6.3 1/400 ISO500 @ 210mm.

Crop 100%, embora bem longe da perfeição, a resolução do centro do quadro da SEL55210 é aceitável para o preço.

Crop 100%, embora bem longe da perfeição, a resolução do centro do quadro da SEL55210 é aceitável para o preço.

“Flores II” em f/6.3 1/400 ISO250 @ 210mm.

“Flores II” em f/6.3 1/400 ISO250 @ 210mm.

Crop 100%, nitidez logo vai embora com a profundidade de campo curta, mas a resolução permanece no plano focal.

Crop 100%, nitidez logo vai embora com a profundidade de campo curta, mas a resolução permanece no plano focal.

“Flores III” em f/6.3 1/400 ISO640 @ 210mm.

“Flores III” em f/6.3 1/400 ISO640 @ 210mm.

Crop 100%, é difícil reclamar da resolução na abertura máxima, apesar da nitidez não ser das melhores.

Crop 100%, é difícil reclamar da resolução na abertura máxima, apesar da nitidez não ser das melhores.

“Flores IV” em f/6.3 1/400 ISO640 @ 210mm.

“Flores IV” em f/6.3 1/400 ISO640 @ 210mm.

Crop 100%, detalhes aparecem no centro, sem problemas de resolução.

Crop 100%, detalhes aparecem no centro, sem problemas de resolução.

Fechar a abertura é um passo bem-vindo em termos de resolução, apesar da SEL55210 nunca entregar os mesmos resultados de uma prime, como outras zoom mais modernas o fazem. Com os exigentes sensores EXMOR de 24MP das Alpha APS-C, as fotos tem aquela aparência de “vidros baratos de ampliação”, nos mesmo moldes de outras médio-telephoto de baixo custo; bem longe do topo de linha de certas fabricantes. Enquanto qualquer click da 55-210mm funcione para saídas web (Facebook, Instagram, sites…) e um eventual print pequeno (no máximo A4), não dá para recomendá-la para trabalhos sérios, quando os detalhes forem importantes. E isto é praxe nos sistemas APS-C recentes: a resolução das câmeras aumentou muito nos “sensores de alta densidade”, mas as objetivas não acompanharam tal avanço. Então apesar do preço ter caído nas máquinas fotográficas, são só as lentes de altíssima performance que realmente tiram vantagem delas; e estas custam caro para fabricar. Portanto esqueça de extrair o melhor da sua Sony Alpha com a SEL55210: pense em investir em vidros de alta qualidade para isso.



“Chalé” em f/7.1 1/125 ISO100 @ 64mm.

“Chalé” em f/7.1 1/125 ISO100 @ 64mm.

Crop 100%, mesmo 1 stop fechada, a resolução nunca é 100% nesta objetiva.

Crop 100%, mesmo 1 stop fechada, a resolução nunca é 100% nesta objetiva.

“Lâminas” em f/8 1/100 ISO125 @ 55mm.

“Lâminas” em f/8 1/100 ISO125 @ 55mm.

Crop 100%, resolução já beira o aceitável no f/8…

Crop 100%, resolução já beira o aceitável no f/8…

“Flor” em f/10 1/400 ISO640 @ 210mm.

“Flor” em f/10 1/400 ISO640 @ 210mm.

Crop 100%, com pico em f/10, quando a difração começa a ser um problema.

Crop 100%, com pico em f/10, quando a difração começa a ser um problema.

“Camadas” em f/8 1/200 ISO100 @ 111mm.

“Camadas” em f/8 1/200 ISO100 @ 111mm.

Crop 100%, nas bordas do quadro a resolução chega no máximo a ser aceitável, mesmo em f/8.

Crop 100%, nas bordas do quadro a resolução chega no máximo a ser aceitável, mesmo em f/8.

Aberrações cromáticas são visíveis em formato incomum. Como a SEL55210 não é uma objetiva de alta resolução, o CA axial não aparece no formato de linhas coloridas em áreas de contraste; mas sim como bolhas principalmente roxas, que dão as caras em qualquer contorno muito forte, por exemplo contra a luz. É curioso ver como estas aberrações são relacionadas com a resolução, ora como linhas (nas objetivas de alta resolução), ora como bolhas (em objetivas menos que perfeitas), e na 55-210mm as lentes de US$348 não nos enganam; a resolução é baixa e as aberrações tem mesmo cara de “vidro barato”. Por outro lado a peça asférica no grupo de focagem realmente faz diferença visível na qualidade de imagem: o CA lateral é praticamente inexistente nas bordas do quadro, perfeito para fotografar paisagens urbanas com prédios e janelas. É uma vantagem da especificação de pequena abertura, que não leva ao limite a curvatura das lentes da objetiva.

“Folhas” em f/6.3 1/640 ISO100 @ 103mm.

“Folhas” em f/6.3 1/640 ISO100 @ 103mm.

Crop 100%, note o contorno roxo contra a luz do céu.

Crop 100%, note o contorno roxo contra a luz do céu.

“SPII” em f/8 1/400 ISO200 @ 210mm.

“SPII” em f/8 1/400 ISO200 @ 210mm.

Crop 100%, nada de linhas coloridas em contornos de janelas, nos prédios.

Crop 100%, nada de linhas coloridas em contornos de janelas, nos prédios.

“SPIII” em f/8 1/400 ISO400 @ 210mm.

“SPIII” em f/8 1/400 ISO400 @ 210mm.

Crop 100%, resolução central ótima e sem aberrações cromáticas.

Crop 100%, resolução central ótima e sem aberrações cromáticas.

“SPIV” em f/8 1/400 ISO400 @ 210mm.

“SPIV” em f/8 1/400 ISO400 @ 210mm.

Crop 100%, apesar da ausência de CA, resolução lateral é péssima nesta zoom.

Crop 100%, apesar da ausência de CA, resolução lateral é péssima nesta zoom.

Por fim cores e bokeh são outra surpresa do modelo. O tom das fotos, dado o tratamento pesado nos arquivos para recuperar o contraste, acaba saindo super saturado e fiel a realidade. Nos testes do “4D Focus” com os ciclistas da Avenida Paulista, é legal ver tons de pele “saudáveis” do sensor EXMOR da A6300/A6500, que eram “mudos” na FE 55mm f/1.8 ZA nos testes da A7II full frame de dois anos atrás; graças às cores neutras da 55-210. Elas também são naturais para verdes e azuis das paisagens, que beneficiam flores e pássaros, equilibradas para a mesma “temperatura” (em Kelvins) das Canon EF; bom para cenas externas de flora e fauna. O bokeh por incrível que pareça é bonito: dependente da distância focal longa, é fácil isolar o sujeito à frente de um segundo plano colorido e difuso, sem grandes problemas com linhas firmes. Com certeza a Sony estava preocupada com o desfoque, visto a implementação de um diafragma circular de 7 lâminas, que mantém a aparência orgânica do segundo plano, tanto nos vídeos quanto nas fotos do telephoto.



“Ciclista” em f/6.3 1/1000 ISO500 @ 210mm; desfoque isola o sujeito do fundo.

“Ciclista” em f/6.3 1/1000 ISO500 @ 210mm; desfoque isola o sujeito do fundo.

“Ciclista II” em f/6.3 1/1000 ISO500 @ 210mm; poucas linhas firmes no segundo plano.

“Ciclista II” em f/6.3 1/1000 ISO500 @ 210mm; poucas linhas firmes no segundo plano.

“Ciclista III” em f/6.3 1/1000 ISO500 @ 210mm; sujeitos em desfoque sem qualquer chance de reconhecimento.

“Ciclista III” em f/6.3 1/1000 ISO500 @ 210mm; sujeitos em desfoque sem qualquer chance de reconhecimento.

“Ciclista IV” em f/6.3 1/1000 ISO1250 @ 210mm.

“Ciclista IV” em f/6.3 1/1000 ISO1250 @ 210mm.

VEREDICTO

A E 55-210mm f/4.5-6.3 OSS é uma objetiva zoom que tenta várias coisas no mesmo produto, e felizmente entrega todas. A construção de fato é um destaque para a classe, com acabamento de metal e tubos internos de policarbonato, que deixam-na leve e resistente, além de elegante; um “plus” que a Sony promete na linha Alpha “premium”. A operação é incrivelmente suave, com movimentos lisos dos anéis de zoom e de foco, difíceis de ver nesta faixa de preço e que, de novo, validam a atenção da fabricante para com o APS-C. O foco automático e o motor linear são sempre um destaque no E-mount, rápidos e silenciosos, embora dependam da câmera para velocidade e precisão. O estabilizador impressiona entregando de verdade os 5 stops na A6500, excelente para fotos apesar de falhar na gravação de vídeos. E o projeto óptico é digno do preço, com resolução boa no centro, bokeh suave e cores bacanas, apesar de pecar na nitidez geral dos arquivos; prepare-se para boas sessões de tratamento para extrair o melhor da SEL55210. Com um preço de US$348, esta zoom realiza seu papel no E-mount APS-C, “acessível para todos”, servindo como a única telephoto que você precisará no kit; até subir nas primes de alta performance, que ainda não existem no sistema da Sony. Enquanto elas não chegam, divirta-se com esta zoom; e boas fotos!