Canon EF 70-200mm f/4L IS USM

Caríssimo telephoto zoom estabilizado

Fevereiro/2016 – A 70-200mm f/4L IS USM ($1199) é nada menos que a terceira Canon EF deste range que vemos no blog do zack. Lançada em 2006, ela trouxe para a linha f/4 o estabilizador de imagem da f/2.8L IS maior, que faz falta na versão f/4L sem-IS (1999, $599), como vimos naquele review em 2012. Era só o céu ficar nublado para o ISO começar a subir, aumentando também a insegurança de fotos tremidas, inevitáveis no telephoto. A 70-200mm f/4L é uma ótima lente, mas a falta do estabilizador incomoda. O que fazer quando a f/2.8L IS não é uma opção? (english)

Canon EF 70-200mm f/4L IS USM

Entra a f/4L IS. Chegando no blog do zack meramente para testes, ela tentará ser uma substituta da minha EF 70-200mm f/2.8L IS II USM; objetiva-desejo de muitos, pesadelo, porém, de poucos. Com o peso de 1.49kg e o preço de US$1999, as vantagens do f/2.8 logo vão embora quando ela enche o saco na hora de carregar, pesadona na mochila e de fato uma peça para quem precisa trabalhar. Então uma alternativa mais leve é bem-vinda, por isso decidi dar uma chance a f/4L IS, também mais amigável aos bolsos. Mas vale a pena pagar o dobro da f/4L tradicional só pelo IS? E para quem tem a f/2.8L IS grande, vale o downgrade? Vamos descobrir! Boa leitura.



CONSTRUÇÃO E OPERAÇÃO

Canon EF 70-200mm f/4L IS USM

Em 17×7.6cm sozinha ou 24.5x10cm com o parasol ET-74 incluído, montado; tudo em 760g de metais, vidros e algumas borrachas; a EF 70-200mm f/4L IS USM fica longa em qualquer corpo EOS e grita “ferramenta!” por causa da construção robusta com tubo de metal. Ela é comprida e chama bastante atenção na rua como a f/2.8, então ainda está voltada para profissionais que dependem da operação confiável, e não para amadores de final de semana que vão estragar o passeio da família com um negocião destes. Ela equilibra bem com todos os corpos EOS porque é leve, casando tanto com os modelos de policarbonato (6D) quanto os de magnésio (1D, 5D e 7D).

Canon EF 70-200mm f/4L IS USM

A EF 70-200mm f/4L: longa como qualquer telephoto, porém mais fina por causa da abertura conservadora.

Canon EF 70-200mm f/4L IS USM

O tubo inteiro é de metal e o zoom+AF são totalmente internos, nada expande.

Canon EF 70-200mm f/4L IS USM

Montada na EOS 7D Mark II o equilíbrio é perfeito e a solidez parece “pronta pra tudo”.

Vindo da f/2.8L II IS, a f/4L se resume em prazer de usar uma vez que os excessos ficaram de fora. A maior diferença é a espessura do tubo e o peso, obviamente maiores e incômodos na objetiva grande. Mas a ergonomia da Canon continua intacta. Há amplo espaço para a mão esquerda e os dedos caem sobre o anel de zoom traseiro, com um caminho curto até o anel de foco na frente, arranjo idêntico a todas 70-200L. O destaque mesmo e a minha razão de ser fiel a Canon é a absoluta perfeição no peso e feedback destes anéis. Meu deus, que suavidade! A força que eu faço para girá-los é a mesma de deslizar um menu no smartphone. Ou seja, nenhuma. É suave e está assim desde que tirei da caixa, diferente de algumas Nikkor que precisam “amaciar”.

Canon EF 70-200mm f/4L IS USM

Ao lado da f/2.8L IS II (esquerda), a f/4L IS é muito mais fina e confortável de usar.

Canon EF 70-200mm f/4L IS USM

O que um stop de diferença faz: 19.8×8.8cm (esquerda) contra 17×7.6cm.

Canon EF 70-200mm f/4L IS USM

Mas a operação da objetiva menor continua suave como toda série L: dá pra fazer um dedo só.

O giro dos 70mm aos 200mm acontece em 90º e, de novo, é o mesmo das outras 70-200L. Não há diferença de torque nem espaçamento entre distâncias, e é tão “liso” que dá até para fazer zoom-pull durante a gravação de vídeos. Na frente o anel de foco percorre o giro de 150º do infinito até o mínimo de 1.2m (o mesmo em todas), e a janela de distância é fácil de ler e com marcações em pés e metros. As chaves de controle do estabilizador e do motor USM estão no espaço entre os anéis, para controles intuitivos com o dedão, posição mais bem resolvida que as telephoto zoom L do range 300-400mm que deixam as chaves perto da câmera. Nestes modelos a mão fica muito perto do rosto para operar o AF/IS, então prefiro as chaves mais a frente como nas EF 70-200mm L.



Canon EF 70-200mm f/4L IS USM

O anéis são rentes ao corpo: próximo da câmera fica o de zoom, atrás; e na frente está o de foco.

Canon EF 70-200mm f/4L IS USM

A janela de distância em cima é grande e fácil de ler, com informações em pés e em metros.

Canon EF 70-200mm f/4L IS USM

As chaves ficam juntas ao centro: AF acima, com limitador; IS embaixo, com modo 2 para panning.

Do lado de dentro o motor de foco é do tipo ring-USM, rápido, preciso e totalmente silencioso. Com a EOS 7D Mark II foi fácil conseguir sequências inteiras em foco de animais em movimento, retratos com o modelo andando ou apenas “apertou=focou” para fotos inesperadas. É a mesma sensação que tenho do lado de fora com o anel de zoom, mas você percebe do lado de dentro como o conjunto óptico está bem acertado, por isso o motor foca com agilidade. Porém comparada a 70-200mm f/2.8L II IS USM topo de linha eu senti sim diferença na velocidade. Não tive problemas com a f/4L IS, mas a f/2.8L II IS me pareceu mais rápida para focar em sujeitos estáticos. Dá pra perceber que o viewfinder da câmera fica nítido mais rápido com a f/2.8L II IS.

“Raposa” com a EOS 7D Mark II em f/4 1/1000 ISO100 @ 200mm; AF rápido para fotos espontâneas.

“Raposa” com a EOS 7D Mark II em f/4 1/1000 ISO100 @ 200mm; AF rápido para fotos espontâneas.

Crop 100%, perfeição nos detalhes da abertura máxima.

Crop 100%, perfeição nos detalhes da abertura máxima.

Note como a EF 70-200mm f/2.8L IS II USM (esquerda) é levemente mais rápida.

Note como a EF 70-200mm f/2.8L IS II USM (esquerda) é levemente mais rápida. Câmera usada: Canon EOS 7D Mark II.

O estabilizador de terceira geração é taxado em até 4 stops e funciona como prometido. Ele é mais barulhento do que eu gostaria e faz um “arranhado” do lado de dentro que nunca ouvi numa EF. Não é o “CLICK!” alto das Nikon mas um “rrhgnrrghrgmhnrgn” que parece até estar quebrado. Mas ouvi outras cópias fazendo o mesmo barulho, portanto não é defeito, é característica. Pelo menos ele “segura” a composição no lugar e permite exposições até 1/4 em 200mm (!) sem borrar a foto, coisa que os modelos sem IS não fazem sem um tripé. Note que isso dependerá também da sua técnica, segurando firme a câmera; não vale sair fotografando como um maníaco que o IS não ajudará. E ainda há um mode 2 para panning, que deve ser ativado na objetiva antes de fotografar movimentos lineares como carros na pista; ele desligará a compensação num dos eixos.

Canon EF 70-200mm f/4L IS USM

IMAGE STABILIZER: módulo de terceira geração com até 4 stops de compensação, o destaque do modelo.

“Cascata Salto de Pelotas” com a EOS 7D Mark II em f/32 1/4 ISO100 @ 70mm; longa exposição sem tripé.

“Cascata Salto de Pelotas” com a EOS 7D Mark II em f/32 1/4 ISO100 @ 70mm; longa exposição sem tripé.

A principal pergunta é: vale a pena o estabilizador pelo dobro do preço da f/4L sem-IS? A resposta é não. Mesmo com o estabilizador ativado eu tive a proeza de conseguir exposições 1/125 tremidas por desatenção, que estava confiando demais no módulo e esqueci de manter a postura antes do click. Ainda mais usando a 7D Mark II, considerada “DSRL de alta densidade” por causa do tamanho dos pixels, eu deveria ter prestado mais atenção a velocidade do obturador. Mas não prestei e o módulo salvou menos fotos do que eu gostaria. Então não vale como “aval psicológico” e custa muito caro. Se fosse comprar de novo, optaria pela f/4L sem-IS e um tripé. 

“Araucária” com a EOS 7D Mark II em f/4 1/80 ISO100 @ 200mm.

“Araucária” com a EOS 7D Mark II em f/4 1/80 ISO100 @ 200mm.

Crop 100%, sem atenção e postura o IS não salvou esta exposição em 1/80.

Crop 100%, sem atenção e postura o IS não salvou esta exposição em 1/80.

Na frente os filtros de ø67mm são pequenos e acessíveis, certamente mais baratos que os de ø77mm dos modelos f/2.8. O trilho parece de plástico e fica dentro do lens hood, que deve ser montado num trilho a parte. A montagem deste é ruim, por fricção, justa demais; estamos falando de um lançamento de 2006 quando o hood de botão ainda não existia. E atrás o mount de metal tem uma distância profunda até o último elemento, tornando-o compatível com ambos EF Extenders 1.4x ou 2x. Note que a abertura máxima resultante f/8 não permitirá o uso do AF phase na maioria das EOS, somente aquelas com ponto central super sensível. Na minha EOS 7D Mark II funciona, mas na EOS 6D e T6i não. O estabilizador, por outro lado, continua funcionando.



Filtros de ø67mm vão numa rosca de plástico na frente.

Filtros de ø67mm vão numa rosca de plástico na frente.

Parasol ET-74 prende por fricção e é bem duro, diferente do ET-87 (esquerda) com botão na f/2.8L IS II USM.

Parasol ET-74 prende por fricção e é bem duro, diferente do ET-87 (esquerda) com botão na f/2.8L IS II USM.

Mount de metal com borracha de vedação completa a construção robusta.

Mount de metal com borracha de vedação completa a construção robusta.

Extender EF 2x é totalmente compatível para uma 140-400mm f/8

Extender EF 2x é totalmente compatível para uma 140-400mm f/8.

Para completar, o “WR” (Weather Resistance) é declarado pela Canon e indica que a f/4L IS está protegida contra respingos d’água e poeira. Há uma borracha ao redor do mount, nos anéis e nas chaves laterais, novidade sobre a f/4L sem-IS que não tem. Enfim sem grandes avanços para a linha exceto o estabilizador no corpo menor, que funciona bem apesar do barulho. Mas ele não faz milagres nem congela o sujeito, então o diferencial do modelo está no tamanho e no peso, que é o mesmo da versão f/4L sem-IS que custa metade do preço. Então vale o IS? Na minha opinião, não. E as fotos, são comparáveis com a f/2.8 topo de linha? Vamos ver.



QUALIDADE DE IMAGEM

“Mata” em f/7.1 1/200 ISO100 @ 70mm.

“Mata” em f/7.1 1/200 ISO100 @ 70mm.

* Todas as fotos com a EOS 7D Mark II. Arquivos raw disponíveis no Patreon.

Com um projeto óptico de 20 elementos em 15 grupos, quatro a mais que a versão f/4L sem-IS mas com as mesmas peças Fluorite (1) e UD (2); e três a menos que a top f/2.8L II IS USM (23EL19GR), a 70-200mm f/4L IS USM está bem no meio da família EF 70-200mm. Ela não tem o preço tão caro das versões maiores, nem uma fórmula tão simples da base da gama. Então fica entre as duas como uma opção pra quem tem um orçamento mediano. Mas para a performance óptica isto é bom e ruim ao mesmo tempo: ela não fica atrás dos outros modelos em aspectos-chave como resolução e contraste, além do controle quase perfeito de aberrações, o que é bom; porém não tem a suavidade no bokeh e vinheta corrigida em f/4, maior diferença a favor dos modelos f/2.8.

“Serra” em f/7.1 1/250 ISO100 @ 70mm.

“Serra” em f/7.1 1/250 ISO100 @ 70mm.

Contraste e resolução são impecáveis independente da abertura, argumento difícil de defender numa zoom mas que a Canon domina nos 70-200mm. Da máxima f/4 até a otimizada f/8, não há diferença nos detalhes do centro até as bordas, que são assustadoramente nítidas. Tenho alguns arquivos de paisagens em f/4 que eu verifiquei duas vezes os valores do EXIF para ter certeza que eram na abertura máxima. São todas as grades, tijolos, galhos e placas a distância que me faz pensar o motivo de existirem as primes nesta altura do campeonato. Vindo do review da AF-S 105mm f/2.8G, prime Micro-Nikkor que me surpreendeu pela resolução nas paisagens, esta 70-200mm f/4L IS USM faz a mesma coisa numa zoom. Pensando então nas anteriores AF-S 28-300mm e 70-300mm, nem se fala: as 70-200L são de fato produtos em outra classe.

“Manhã” em f/4 1/400 ISO400 @ 70mm.

“Manhã” em f/4 1/400 ISO400 @ 70mm.

Crop 100%, perfeição nos detalhes logo na abertura máxima.

Crop 100%, perfeição nos detalhes logo na abertura máxima.

“Manhã II” em f/4 1/125 ISO125 @ 200mm.

“Manhã II” em f/4 1/125 ISO125 @ 200mm.

Crop 100%, contraste perfeito em tons suits a distância.

Crop 100%, contraste perfeito em tons sutis a distância.

“Curva” em f/7.1 1/60 ISO100 @ 200mm.

“Curva” em f/7.1 1/60 ISO100 @ 200mm.

Crop 100%, alta resolução para prints imersivos no final do telephoto.

Crop 100%, alta resolução para prints imersivos no final do telephoto.

“Arquiteto” em f/7.1 1/250 ISO400 @ 200mm.

“Arquiteto” em f/7.1 1/250 ISO400 @ 200mm.

Crop 100%, nitidez no limite de um sensor com arranjo Bayer de cores.

Crop 100%, nitidez no limite de um sensor com arranjo Bayer de cores.

“Morro da Igreja” em f/7.1 1/250 ISO100 @ 70mm.

“Morro da Igreja” em f/7.1 1/250 ISO100 @ 70mm.

Crop 100%, um pouco de distorção atmosférica e difração nesta abertura.

Crop 100%, um pouco de distorção atmosférica e difração nesta abertura.

“Camadas” em f/7.1 1/320 ISO100 @ 70mm.

“Camadas” em f/7.1 1/320 ISO100 @ 70mm.

Crop 100%, sensor da 7D Mark II no limite da resolução.

Crop 100%, sensor da 7D Mark II no limite da resolução.

“S” em f/7.1 1/200 ISO100 @ 189mm.

“S” em f/7.1 1/200 ISO100 @ 189mm.

Crop 100%, em dias de calor, ondas térmicas tiram um pouco da nitidez no telephoto.

Crop 100%, em dias de calor, ondas térmicas tiram um pouco da nitidez no telephoto.

“Serra do Rio do Rastro” em f/7.1 1/100 ISO100 @ 70mm.

“Serra do Rio do Rastro” em f/7.1 1/100 ISO100 @ 70mm.

Crop 100%, detalhes a distância nos arquivos da 70-200mm.

Crop 100%, detalhes a distância nos arquivos da 70-200mm.

“Camadas II” em f/7.1 1/400 ISO100 @ 200mm.

“Camadas II” em f/7.1 1/400 ISO100 @ 200mm.

Crop 100%, canto inferior direito nítido com o centro.

Crop 100%, canto inferior direito nítido como o centro.

“Grass” em f/7.1 1/320 ISO400 @ 70mm.

“Grass” em f/7.1 1/320 ISO400 @ 70mm.

 Crop 100%, sem problemas atmosféricos, a resolução aparece.

Crop 100%, sem problemas atmosféricos, a resolução aparece.

“Raposa II” em f/4 1/1000 ISO400 @ 169mm.

“Raposa II” em f/4 1/1000 ISO400 @ 169mm.

Crop 100%, curtíssima profundidade de campo em distâncias curtas de foco.

Crop 100%, curtíssima profundidade de campo em distâncias curtas de foco.

“Raposa III” em f/4 1/1250 ISO100 @ 200mm.

“Raposa III” em f/4 1/1250 ISO100 @ 200mm.

Crop 100%, detalhes na abertura máxima dentro da curta profundidade de campo.

Crop 100%, detalhes na abertura máxima dentro da curta profundidade de campo.

“Raposa IV” em f/4 1/1000 ISO100 @ 200mm.

“Raposa IV” em f/4 1/1000 ISO100 @ 200mm.

Crop 100%, performance em f/4 impressiona para uma zoom.

Crop 100%, performance em f/4 impressiona para uma zoom.

“Morifolium” em f/4 1/500 ISO100 @ 70mm; menor distâncias de foco (1.2m).

“Morifolium” em f/4 1/500 ISO100 @ 70mm; menor distância de foco (1.2m).

Crop 100%, detalhes finíssimos na abertura máxima, sensacional.

Crop 100%, detalhes finíssimos na abertura máxima, sensacional.

Aberrações cromáticas, que também irritaram nos reviews zoom recentes, embora de projetos totalmente diferentes, eu sei, também são totalmente controladas nesta Canon. Eu começo a questionar se o conjunto Fluorite + UD algum dia será combatido por outra fabricante, porque até agora não vi nada parecido no telephoto da concorrência. A Nikon adora falar do “ED” nas objetivas deles mas francamente não vejo bons resultados. E o Fluorite só é empregado nas top AF-S G/E, enquanto a Canon coloca até na f/4L de US$599. A consequência é óbvia: arquivos perfeitos de ponta a ponta do quadro, seja no formato APS-C ou no 135 full frame. 

“Lagoa” em f/7.1 1/400 ISO100 @ 200mm.

“Lagoa” em f/7.1 1/400 ISO100 @ 200mm.

Crop 100%, aberrações minúsculas no poste branco a distância.

Crop 100%, aberrações minúsculas no poste branco a distância.

“Floripa” em f/7.1 1/500 ISO100 @ 127mm.

“Floripa” em f/7.1 1/500 ISO100 @ 127mm.

 Crop 100%, sem aberrações, mas bastante distorção atmosférica num dia de calor.

Crop 100%, sem aberrações, mas bastante distorção atmosférica num dia de calor.

“Floripa II” em f/7.1 1/320 ISO100 @ 70mm.

“Floripa II” em f/7.1 1/320 ISO100 @ 70mm.

Crop 100%, zero aberração cromática a distância.

Crop 100%, zero aberração cromática a distância.

“Floripa III” em f/7.1 1/800 ISO100 @ 138mm.

“Floripa III” em f/7.1 1/800 ISO100 @ 138mm.

Crop 100%, zero aberrações, moiré de tanta resolução e pessoas a distância no canto do quadro APS-C.

Crop 100%, zero aberrações, moiré de tanta resolução e pessoas a distância no canto do quadro APS-C.

“Floripa IV” em f/7.1 1/640 ISO100 @ 200mm.

“Floripa IV” em f/7.1 1/640 ISO100 @ 200mm.

Crop 100%, distorção atmosférica a distância, nada de aberração no pontos de highlight.

Crop 100%, distorção atmosférica a distância, nada de aberração no pontos de highlight.

“Floripa V” em f/7.1 1/400 ISO100 @ 116mm.

“Floripa V” em f/7.1 1/400 ISO100 @ 116mm.

Crop 100%, contornos curvos por causa das ondas de calor, mas ótima resolução da objetiva.

Crop 100%, contornos curvos por causa das ondas de calor, mas ótima resolução da objetiva.

“Floripa VI” em f/7.1 1/800 ISO100 @ 200mm.

“Floripa VI” em f/7.1 1/800 ISO100 @ 200mm.

Crop 100%, linhas coloridas mínimas no prédio, excelente performance da zoom.

Crop 100%, linhas coloridas mínimas no prédio, excelente performance da zoom.

“Antenas” em f/7.1 1/500 ISO100 @ 200mm.

“Antenas” em f/7.1 1/500 ISO100 @ 200mm.

Crop 100%, sem contornos coloridos contra a luz.

Crop 100%, sem contornos coloridos contra a luz.

“Dusk” em f/4 1/40 ISO400 @ 180mm.

“Dusk” em f/4 1/40 ISO400 @ 180mm.

Crop 100%, mínimos detalhes de aberração cromática no contraste contra a luz.

Crop 100%, mínimos detalhes de aberração cromática no contraste contra a luz.

“Fusca” em f/7.1 1/160 ISO100 @70mm.

“Fusca” em f/7.1 1/160 ISO100 @70mm.

Crop 100%, linha colorida finíssima na sombra com o sensor de alta densidade da 7D Mark II.

Crop 100%, linha colorida finíssima na sombra com o sensor de alta densidade da 7D Mark II.

“zig-zag” em f/7.1 1/125 ISO1001 @ 70mm.

“zig-zag” em f/7.1 1/125 ISO1001 @ 70mm.

Crop 100%, performance no canto superior direito.

Crop 100%, performance no canto superior direito.

“Floresta de Araucária” em f/7.1 1/125 ISO100 @ 165mm.

“Floresta de Araucária” em f/7.1 1/125 ISO100 @ 165mm.

Crop 100%, nada de contornos coloridos em zonas de contraste.

Crop 100%, nada de contornos coloridos em zonas de contraste.

“Araucária II” em f/7.1 1/100 ISO100 @ 165mm.

“Araucária II” em f/7.1 1/100 ISO100 @ 165mm.

Crop 100%, mesmo puxando os arquivos ao limite, não consegui mostrar linhas coloridas no APS-C.

Crop 100%, mesmo puxando os arquivos ao limite, não consegui mostrar linhas coloridas no APS-C.

“Floresta de Araucária II” em f/7.1 1/200 ISO100 @ 75mm.

“Floresta de Araucária II” em f/7.1 1/200 ISO100 @ 75mm.

Crop 100%, lado esquerdo perfeito do quadro.

Crop 100%, lado esquerdo perfeito do quadro.

“Camadas II” em f/7.1 1/650 ISO100 @ 200mm.

“Camadas II” em f/7.1 1/650 ISO100 @ 200mm.

Crop 100%, mínima linha colorida na última montanha.

Crop 100%, mínima linha colorida na última montanha.

“Encosta” em f/7.1 1/250 ISO100 @ 200mm.

“Encosta” em f/7.1 1/250 ISO100 @ 200mm.

Crop 100%, nada de aberrações em texturas e contra a luz.

Crop 100%, nada de aberrações em texturas e contra a luz.

“Prédios” com a EOS 6D em f/8 1/200 ISO200 @ 200mm.

“Prédios” com a EOS 6D em f/8 1/200 ISO200 @ 200mm.

Crop 100%, linhas coloridas discretas nas janelas.

Crop 100%, linhas coloridas discretas nas janelas.

“SP” com a EOS 6D em f/8 1/200 ISO200 @ 200mm.

“SP” com a EOS 6D em f/8 1/200 ISO200 @ 200mm.

Crop 100%, canto inferior esquerdo, sem linhas coloridas.

Crop 100%, canto inferior esquerdo, sem linhas coloridas.

“SPII” com a EOS 6D em f/4 6” ISO100 @ 200mm.

“SPII” com a EOS 6D em f/4 6” ISO100 @ 200mm.

Crop 100%, abertura máxima, flaring com formatos curiosos.

Crop 100%, abertura máxima, flaring com formatos curiosos.

Talvez os únicos comentários negativos a respeito da performance óptica venham a partir da comparação lado a lado com outra objetiva “melhor”, técnica de análise que eu geralmente não apoio nos meus reviews mas que, vira e mexe, acabam valendo como argumento na hora da compra. A vinheta e o bokeh da f/4L IS ficam atrás da f/2.8L II IS e respondem sozinhos a dúvida: vale a troca da grande pela menor? A resposta é não. As diferenças são sutis e esperadas: as duas em f/4 mostram uma exposição mais clara na f/2.8L II IS uma vez que ela está fechada em 1 stop, portanto usando o “miolo bom” do projeto. Mas o bokeh é mais suave e com menos linhas duras na f/2.8L II IS, e de fato a melhor opção para retratos e fotos com baixa profundidade de campo.

“R” em f/4 1/50 ISO800 @ 85mm.

“R” em f/4 1/50 ISO800 @ 85mm.

Crop 100%, aparência de tubos de neon com o sujeito a distância.

Crop 100%, aparência de tubos de neon com o sujeito a distância.

“RII” em f/5 1/500 ISO100 @ 138mm.

“RII” em f/5 1/500 ISO100 @ 138mm.

Crop 100%, nitidez na abertura máxima.

Crop 100%, nitidez na abertura máxima.

Crop 100%, mas desfoque pouco suave com o sujeito não muito próximo.

Crop 100%, mas desfoque pouco suave com o sujeito não muito próximo.

“Grass II” em f/4 1/250 ISO100 @ 138mm; foco mínimo.

“Grass II” em f/4 1/250 ISO100 @ 138mm; foco mínimo.

Crop 100%, nitidez impecável na abertura máxima.

Crop 100%, nitidez impecável na abertura máxima.

“Morifolium II” em f/4 1/640 ISO100 @ 70mm; menor distâncias de foco (1.2m)

“Morifolium II” em f/4 1/640 ISO100 @ 70mm; menor distâncias de foco (1.2m)

Crop 100%, note as linhas duras, mais claras, no desfoque de uma flor.

Crop 100%, note as linhas duras, mais claras, no desfoque de uma flor.

“Amuleto” com a Canon EOS 6D em f/4 160 ISO400 @ 200mm.

“Amuleto” com a Canon EOS 6D em f/4 160 ISO400 @ 200mm.

Crop 100%, além de mais escuro, note nos triângulos como a f/4L IS (direita) não é tão suave quanto a f/2.8L II IS USM na mesma abertura.

Crop 100%, além de mais escuro, note nos triângulos como a f/4L IS (direita) não é tão suave quanto a f/2.8L II IS USM na mesma abertura.

“Amuleto II” com a Canon EOS 6D em f/4 160 ISO400 @ 200mm; f/4L IS USM a direita.

“Amuleto II” com a Canon EOS 6D em f/4 160 ISO400 @ 200mm; f/4L IS USM a direita.

VEREDICTO

Enfim uma objetiva interessante no blog do zack porque me faz questionar de fato quanto vale um estabilizador de imagem. O projeto da EF 70-200mm f/4L IS USM é o mesmo de todas outras 70-200L: uma zoom de alta performance, construída para profissionais, com operação suave, AF rápido e performance óptica pronta para publicação. Mas pensando na linha com quatro opções, cada uma a primeira vista com um preço “justo” para o que entrega, numa análise mais de perto eu só posso concluir que este IS está caro demais. A 70-200mm f/4L sem-IS é uma barganha por US$599: mesma construção, mesma operação e excelente performance. Mas os US$1199 da f/4L IS são grana demais por causa de quatro stops (teóricos) de vantagem, e, sinceramente, vale mais a pena comprar um tripé. A EF 70-200mm f/4L IS USM não entrega o que custa. Boas fotos!