Mitakon CREATOR 85mm f/2

Orçamento baixo, criatividade em alta

Março/2016 – A Zhongyi Optical (english) é uma desconhecida fabricante chinesa, fornecedora de elementos ópticos para marcas maiores desde 1984. Ela é daquelas empresas que nunca ouvimos falar, tipo a japonesa Cosina que fabrica algumas objetivas manuais para a marca Zeiss. Vira e mexe estes fabricantes decidem lançar marcas próprias, como a Cosina e a licença da marca Voigtländer, adquirida em 1999; a Koreana Samyang, que fabrica as Rokinon, Optic Pro e Opteka; e agora a Zhongyi, com mantém duas marcas, a própria Zhongyi e a nova “Mitakon”. É quase como uma “Qualitá” do mercado óptico, e com o mesmo diferencial: preço baixo sem valor agregado.

Zhongyi Mitakon CREATOR 85mm f/2

Para chegar causando no mercado, eles anunciaram em 2014 o lançamento da linha Speedmaster, exclusiva as mirrorless e com especificações ousadíssimas, como uma 50mm full frame de grandíssima abertura f/0.95 (antes reservada a lendária Leica Noctilux de US$10.000), e uma 135mm f/1.4, nunca vista antes no mercado. E para as reflex, a linha CREATOR, com peças menos impressionantes mas acessíveis, como esta 85mm f/2 de US$199. Mas em tempos de dólar a R$4, os R$800 após a conversão precisam entregar alguma coisa boa para colocá-la no kit. Será que a Mitakon funciona? Vamos descobrir! Boa leitura.



CONSTRUÇÃO E OPERAÇÃO

Zhongyi Mitakon CREATOR 85mm f/2

Em 7.6 x 6.5cm de 410g, a Mitakon CREATOR f/2 é a menor 85mm que eu já usei. Compacta e extremamente leve na EOS 6D, ela se comporta como uma cinquentinha f/1.8 de tão discreta, e causa até certo estranhamento na hora de usar. Você pega a câmera levíssima nas mãos e com uma objetiva curta, mas encontra um viewfinder apertado com o campo de visão do telephoto. A Mitakon é uma 85mm que não parece 85mm. Na Canon nós temos duas 85mm maiores: a f/1.8 USM, do mesmo comprimento e peso, mas bem mais gordinha em 71mm; e a gigante f/1.2L II USM, com 9.1 x 8.3cm e absurdos 1kg; ambas com foco e diafragma eletrônicos. E na Nikon as duas f/1.8G e f/1.4G, de 7.8 x 7.3cm e 350g, e 8.6 x 8.3cm e 595g respectivamente, também são maiores.

Zhongyi Mitakon CREATOR 85mm f/2

Parte da mágica do tamanho e peso diferenciados vem da abertura máxima conservadora f/2. Mas principalmente o segredo está na operação 100% manual, sem motores ou eletrônicos internos, com um único tubo que abriga os vidros da fórmula duplo-Gauss. Bastar girar o anel na frente para expandir a objetiva, e o conjunto inteiro se move cerca de 1 centímetro para o foco mínimo de 0.85cm. O caminho é longo com cerca de 240º, o que implica em falta de agilidade na hora de focar, apesar da precisão na operação. É ideal para trabalhar na abertura máxima com a profundidade de campo curta, mas esqueça fotos de ação uma vez que do 1m até os 2m são 100º de rotação.

Zhongyi Mitakon CREATOR 85mm f/2

Atrás o anel de abertura também é manual e controla um diafragma com 10 lâminas retas. Não há qualquer controle dele por parte da câmera: o fotógrafo deve escolher qual f/stop usará na exposição, e os valores são cheios de f/2 até f/22. Com a EOS 6D eu deixo o ISO em Auto e a exposição em Shutter Priority, com compensação da exposição ativa. Basta selecionar a abertura na objetiva, a velocidade na câmera, e ela mantém o menor ISO possível. Há um click suave em cada valor cheio da abertura, não tão duro quanto uma Nikon Ai-S, mas também não “stepless” como os modelos de cinema. A minha cópia tem um jogo do f/2 para baixo, apesar de não “abrir” mais; e o último click fica entre o f/11 e o f/22; eu preciso levar a anel até o limite para travá-lo no f/22 de fato. Evidentemente é a precisão chinesa dos US$199 e não estamos falando de uma Leica.

Zhongyi Mitakon CREATOR 85mm f/2

Na frente os filtros de ø55mm são bizarros e nunca vi deste tamanho. Pelo menos eles prendem num trilho de metal, coisa que até as Canon de US$2000 não tem. Um parasol liso vem incluído comicamente FORA da caixa, e é o mais porcaria que já vi; eu tive de aparar as rebarbas do plástico com um estilete antes de montá-lo. E as marcações de distância, hiper focal e abertura estão gravados na objetiva, e dificilmente apagarão com a fricção dos dedos. Enfim esta é uma lente simples, livre de qualquer firúla e recursos para assistir o fotógrafo; nem atrapalhá-lo. Objetivas não ficam mais simples do que isso, e francamente às vezes é o que eu quero levar comigo na hora de fotografar: uma câmera leve, uma objetiva compacta, controles básicos e discrição total.



QUALIDADE DE IMAGEM

“Obelisco” em f/22 10” ISO100.

“Obelisco” em f/22 10” ISO100.

* Todas as fotos com a EOS 6D. Arquivos raw disponíveis no Patreon.

Com um projeto óptico de seis elementos em seis grupos, a Mitakon 85mm f/2 é uma legítima objetiva duplo-Gauss. Fórmula que tem como objetivo a resolução nas aberturas otimizadas, a correção perfeita de aberrações laterais com poucos elementos e, por consequência, a redução no custo, é o mínimo necessário para gerar uma imagem de qualidade, mesmo conceito usado por outras low cost como as cinquentinhas f/1.8 da Canon. Vale até como instrumento para entender física óptica: una dois grupos Gauss back-to-back, e você tem a imagem projetada sem aberrações laterais no plano de imagem. Se desse, dava até para fabricar em casa. Mas não dá e analisando os arquivos mais de perto, notamos os defeitos do projeto pelado, sem a garantia da marca.

“Av. Paulista” em f/22 10” ISO100.

“Av. Paulista” em f/22 10” ISO100.

O principal problema com esta minha cópia da CREATOR 85mm é que ela está desalinhada. Antes de pensar em qualidade de imagem óptica, temos de lembrar também das qualidades mecânicas, e elas estão na conta dos US$199. E aqui que a Mitakon falha. Não sei se por falta de controle de qualidade, por transporte deficiente (a caixa é fina), pelo projeto de metal delicado ou, mais provável, por uma associação de fatores, a realidade é que a minha CREATOR está menos nítida de um lado e expõe um problema recorrente dos produtos “low cost”. A minha Sigma 35mm f/1.4 DG HSM da série Art desalinhou com três anos de uso; a Tamron SP 24-70mm f/2.8 Di VC USD mostrava variações de nitidez ao longo do zoom; então teste a sua cópia antes de comprá-la.



“SP/noite” em f/8 13” ISO100; de longe nem dá para perceber.

“SP/noite” em f/8 13” ISO100; de longe nem dá para perceber.

Crop 100%, note como o lado esquerdo está bem desfocado…

Crop 100%, note como o lado esquerdo está bem desfocado…

Crop 100%, enquanto o direito, embora longe de perfeito, está mais nítido.

Crop 100%, enquanto o direito, embora longe de perfeito, está mais nítido.

“SP/dia” em f/8 1/1000 ISO125.

“SP/dia” em f/8 1/1000 ISO125.

Crop 100%, canto inferior esquerdo totalmente sem nitidez em f/8.

Crop 100%, canto inferior esquerdo totalmente sem nitidez em f/8.

Crop 100%, canto inferior direito com área maior de nitidez.

Crop 100%, canto inferior direito com área maior de nitidez.

Tirando o desalinhamento, vidro por vidro e na abertura máxima, a Mitakon entrega até acima do esperado. A resolução é interessante do centro até mesmo as bordas do full frame, notando-se suavidade nos cantos só em composições bidimensionais. O problema nem são os vidros de baixa qualidade: é o projeto restritamente duplo-Gauss de seis elementos que não conta com uma peça extra para devolver as bordas a falta de nitidez das lentes esféricas. É fácil de entender: a curvatura da lente é mais acentuada nas bordas, e a luz incide em outro ângulo, numa distância diferente do plano de imagem. Resultado: parece fora de foco. É só quando fechamos três, quatro stops e usamos o “miolo” do conjunto é que vemos uma imagem uniforme, com resolução nas bordas.

“MAC” em f/8 1/320 ISO125.

“MAC” em f/8 1/320 ISO125.

Crop 100%, resolução perfeita de sujeitos gráficos.

Crop 100%, resolução perfeita de sujeitos gráficos.

“MAC II” em f/8 1/320 ISO100; note a distorção geométrica discreta.

“MAC II” em f/8 1/320 ISO100; note a distorção geométrica discreta.

Crop 100%, nitidez impecável de linhas e contornos.

Crop 100%, nitidez impecável de linhas e contornos.

“23” em f/8 1/125 ISO125.

“23” em f/8 1/125 ISO125.

Crop 100%, texturas saem bem resolvidas na abertura otimizada.

Crop 100%, texturas saem bem resolvidas na abertura otimizada.

“M135i” em f/2 1/160 ISO100.

“M135i” em f/2 1/160 ISO100.

Crop 100%, mas na abertura máxima a CREATOR também pode impressionar.

Crop 100%, mas na abertura máxima a CREATOR também pode impressionar.

“Lucia Koch” em f/2 1/160 ISO125; vinheta na abertura máxima.

“Lucia Koch” em f/2 1/160 ISO125; vinheta na abertura máxima.

Crop 100%, mas a resolução é tamanha que dá para ver as tramas da tela ao fundo.

Crop 100%, mas a resolução é tamanha que dá para ver as tramas da tela ao fundo.

“Mobili” em f/2 1/160 ISO400.

“Mobili” em f/2 1/160 ISO400.

 Crop 100%, aberrações de eixto e resolução caindo nas distâncias curtas de foco.

Crop 100%, aberrações de eixto e resolução caindo nas distâncias curtas de foco.

“giusè” em f/2 1/160 ISO320.

Crop 100%, nitidez aceitável no centro do quadro.

Crop 100%, nitidez aceitável no centro do quadro.

“giusè II” em f/2 1/160 ISO100.

“giusè II” em f/2 1/160 ISO100.

Crop 100%, texturas na abertura máxima e baixa profundidade de campo.

Crop 100%, texturas na abertura máxima e baixa profundidade de campo.

“Unidade Tripartida, Max Bill” em f/2 1/320 ISO640.

“Unidade Tripartida, Max Bill” em f/2 1/320 ISO640.

Crop 100%, resolução mais ou menos, aberrações leves.

Crop 100%, resolução mais ou menos, aberrações leves.

“Unidade Tripartida, Max Bill II” em f/2 1/320 ISO800.

“Unidade Tripartida, Max Bill II” em f/2 1/320 ISO800.

Crop 100%, linha nítida na borda da base.

Crop 100%, linha nítida na borda da base.

“nara roesler” em f/2 1/200 ISO1000; distorção geométrica quase nula.

“nara roesler” em f/2 1/200 ISO1000; distorção geométrica quase nula.

Crop 100%, resolução impecável no centro.

Crop 100%, resolução impecável no centro.

“Tryptique” em f/2 1/160 ISO320.

“Tryptique” em f/2 1/160 ISO320.

Crop 100%, resolução na abertura máxima.

Crop 100%, resolução na abertura máxima.

“Caixas” em f/2 1/160 ISO800.

“Caixas” em f/2 1/160 ISO800.

Crop 100%, note o fio de nylon no centro, resolução impecável.

Crop 100%, note o fio de nylon no centro, resolução impecável.

“Construção Vermelha, Eduardo Ramirez Villamizar” em f/2 1/250 ISO160.

“Construção Vermelha, Eduardo Ramirez Villamizar” em f/2 1/250 ISO160.

Crop 100%, contorno nítidos e de alto contraste.

Crop 100%, contorno nítidos e de alto contraste.

“Rafael França” em f/2 1/320 ISO4000; zero distorção geométrica.

“Rafael França” em f/2 1/320 ISO4000; zero distorção geométrica.

Crop 100%, plano de imagem desuniforme tira qualquer chance de nitidez nas bordas.

Crop 100%, plano de imagem desuniforme tira qualquer chance de nitidez nas bordas.

“Rafael França II” em f/2 1/320 ISO2500.

“Rafael França II” em f/2 1/320 ISO2500.

Crop 100%, alta resolução no centro.

Crop 100%, alta resolução no centro.

Crop 100%, mas bordas ficam atrás no eixo horizontal.

Crop 100%, mas bordas ficam atrás no eixo horizontal.

Fechar para f/8 e f/11 na EOS 6D é interessante porque a objetiva atinge resolução altíssima, idêntico a uma prime de marca mas aqui mais barata que uma zoom de kit. Outros problemas como aberrações cromáticas de eixo também são resolvidas, eliminando aqueles halos roxos em zonas de contraste, ou bolhas coloridas no desfoque. Para mim, o mais interessante de trabalhar com a abertura fechada na verdade está relacionado a forma e número de lâminas no diafragma. Com 10 lâminas retas é possível criar estrelas de dez pontos em fontes de luz, mais interessantes que as objetivas de abertura circular. Se usada com criatividade, dá pra conseguir bons resultados.



“Mesão” em f/2 1/160 ISO1000.

“Mesão” em f/2 1/160 ISO1000.

Crop 100%, aberração típica da abertura máxima e fontes fortes de luz.

Crop 100%, aberração típica da abertura máxima e fontes fortes de luz.

“???” em f/2 1/160 ISO100.

“???” em f/2 1/160 ISO100.

Crop 100%, antes (esquerda) e depois da correção da aberração cromática no Adobe Camera Raw.

Crop 100%, antes (esquerda) e depois da correção da aberração cromática no Adobe Camera Raw.

“??? II? em f/2 1/1260 ISO125.

“??? II? em f/2 1/1260 ISO125.

Crop 100%, antes (esquerda) e depois, correção perfeita do software.

Crop 100%, antes (esquerda) e depois, correção perfeita do software.

“SP/noite II” em f/8 25” ISO320.

“SP/noite II” em f/8 25” ISO320.

Crop 100%, note as diferenças nas aberrações e formato das estrelas.

Crop 100%, note as diferenças nas aberrações e formato das estrelas.

Crop 100%, e nas bordas, a resolução da Canon é maior; lembrem que a minha Mitakon está desalinhada.

Crop 100%, e nas bordas, a resolução da Canon é maior; lembrem que a minha Mitakon está desalinhada.

“Cromado” em f/2 1/160 ISO250.

“Cromado” em f/2 1/160 ISO250.

Crop 100%, detalhe das aberrações entre as objetivas, melhores controladas na Canon.

Crop 100%, detalhe das aberrações entre as objetivas, melhores controladas na Canon.

Crop no desfoque revela como a Canon é muito mais suave, mesmo no f/2. A distância de foco é 1.5m.

Crop no desfoque revela como a Canon é muito mais suave, mesmo no f/2. A distância de foco é 1.5m.

“Flaring” com a Mitakon CREATOR 85mm f/2 em f/2 1/125 ISO100.

“Flaring” com a Mitakon CREATOR 85mm f/2 em f/2 1/125 ISO100.

“Flaring” com a Canon EF 85mm f/1.2L II USM em f/2 1/125 ISO100; apesar da mesma exposição, o quadro é mais claro porque não sofre com vinheta.

“Flaring” com a Canon EF 85mm f/1.2L II USM em f/2 1/125 ISO100; apesar da mesma exposição, o quadro é mais claro porque não sofre com vinheta.

Até o bokeh é interessante da Mitakon 85mm f/2, resultado de unir o duplo-Gauss ao curto telephoto. Como temos uma distância focal longa, a profundidade de campo é curta, então o desfoque aparenta maior suavidade. No menor valor de foco em 0.85m, eu custo em ver diferenças entre a CREATOR de US$199 e a Canon EF 85mm f/1.2L II USM. E elas vão iguaizinhas até o f/8, também difícil de acreditar uma vez que a Canon tem a desejada abertura circular enquanto a chinesa tem um decágono. O bokeh dá Canon até parece mais suave no primeiro plano, enquanto a Mitakon parece um vidro borrado. Mas foto por foto, click por click, eu custo a ver a diferença.

“Planta” em f/2 1/500 ISO125, bokeh relativamente suave considerando a confusão que era o segundo plano.

“Planta” em f/2 1/500 ISO125, bokeh relativamente suave considerando a confusão que era o segundo plano.

Crop 100%, resolução mais ou menos no centro.

Crop 100%, resolução mais ou menos no centro.

“Planta II” em f/2 1/500 ISO160; contre a luz do sol.

“Planta II” em f/2 1/500 ISO160; contre a luz do sol.

Crop 100%, um pouco de blooming, perda de contraste e boa resolução contra a luz.

Crop 100%, um pouco de blooming, perda de contraste e boa resolução contra a luz.

“Planta III” em f/2 1/500 ISO160; flaring contra a luz.

“Planta III” em f/2 1/500 ISO160; flaring contra a luz.

Crop 100%, resolução e perda de contraste com muita luz no quadro.

Crop 100%, resolução e perda de contraste com muita luz no quadro.

“Ângelo Venosa” em f/2 1/160 ISO1000.

“Ângelo Venosa” em f/2 1/160 ISO1000.

Crop 100%, nitidez no plano focal e aparência do desfoque nos highlights.

Crop 100%, nitidez no plano focal e aparência do desfoque nos highlights.

“Ângelo Venosa II” em f/2 1/160 ISO500.

“Ângelo Venosa II” em f/2 1/160 ISO500.

Crop 100%, aberrações, resolução e highlights em desfoque.

Crop 100%, aberrações, resolução e highlights em desfoque.

“Madulaques” em f/2 1/80 ISO160; distância mínima de foco 0.85cm.

“Madulaques” em f/2 1/80 ISO160; distância mínima de foco 0.85cm.

Crop 100%, resolução é praticamente a mesma em f/8.

Crop 100%, resolução é praticamente a mesma em f/8.

E o desfoque no segundo plano também é parecidíssimo entre as duas.

E o desfoque no segundo plano também é parecidíssimo entre as duas.

Porém o desfoque no primeiro plano é muito mais suave na Canon.

Porém o desfoque no primeiro plano é muito mais suave na Canon.

VEREDICTO

Já escrevi isto alguma vez sobre outras objetivas, e repetirei sobre a Mitakon 85mm f/2 CREATOR. Esta é daquelas peças que me fazem questionar o vlog do zack porque por US$199 você leva uma objetiva completa, com corpo de metal, controles manuais suaves e qualidade de imagem quase perfeita; coisas que uma Canon não entrega fora da série L. A Nikon é mecanicamente patética no f/1.8G: anéis duros, objetivas de plástico, e projetos ópticos questionáveis. Aí você pega uma chinesa que, exceto o desalinhamento da minha cópia, faz melhor por uma fração do preço. Foto por foto, vale o investimento nas marcas maiores? Eu acho que não. Boas fotos!