Tokina AT-X PRO 11-20mm f/2.8 DX

Errar é humano, insistir no erro é…

Novembro/2016  - A Tokina AT-X PRO 11-20mm f/2.8 DX é praticamente um clone da 11-16mm f/2.8 DX II que eu testei no começo de 2016. Ambas grande angulares zoom projetadas para o APS-C, o destaque esta na grande abertura f/2.8 (para uma zoom), não oferecida por outra fabricante no “crop”. Equivalentes as 16-35mm f/2.8 do full frame, as Tokinas carregam a responsabilidade de atender o “wide angle f/2.8 crop”, aprimorando esta ideia a cada geração: a primeira 11-16DX tinha problemas de flaring; a segunda DX II recebeu novos coatings e reduziu um pouco o flaring; e agora a terceira 11-20DX vem com uma nova fórmula óptica, mais longa e com a promessa de eliminar o flaring. Todas com a mesma operação, o que não é um elogio dado o anel de foco, o preço de lançamento também é o mesmo: US$599, uma barganha para ir tão amplo numa abertura tão grande. Será que a Tokina acertou na 3ª tentativa? Vamos descobrir! Boa leitura. (english)



CONSTRUÇÃO E OPERAÇÃO

Tokina AT-X PRO 11-20mm f/2.8 DX

Em 89 x 92mm de 560g de plásticos, metais e borrachas, eu poderia praticamente copiar e colar aqui toda a descrição de construção e operação da 11-16mm f/2.8 DX II, dada a semelhança entre elas. Ambas grandes e pesadas, a 11-20mm na verdade é um pouco mais comprida em 89mm (era 85mm na 11-16), afinal ela ganha 4mm na distância focal; imperceptíveis na hora de “dar zoom” e também nas mãos. O que vale mesmo é a qualidade da construção da Tokina, que usa tubos de metal do lado de dentro e acabamento anti-risco do lado de fora, próprio para profissionais; muito superior ao que Canon e Nikon oferecem no APS-C. Enquanto as EF-S 10-18/10-22 são feitas de plástico, leve mas frágil, apreciadas por amadores que não queiram carregar um kit pesado, a Tokina 11-20DX é robusta, daquelas peças para “jogar” na mochila e sair para ir trabalhar. Se você passa o dia inteiro com uma EOS 7D Mark II ou Nikon D500, e não confia nas EF-S/AF-S DX, a Tokina é uma verdadeira PRO, como o nome diz na caixa, feita para profissionais.

Tokina AT-X PRO 11-20mm f/2.8 DX

Nas mãos a ergonomia continua ruim como a 11-16mm, porque a posição do anel de zoom está errado para as dimensões da objetiva; culpa da Tokina em insistir no anel de foco manual frontal “One Touch Clutch Focus”, que falaremos adiante. A ideia é que você mude o zoom na verdade com a câmera “fora dos olhos”, e use a 11-20mm como uma “prime variável”; afinal, não há muita diferença entre os 11mm e 20mm. Mas o problema é que o anel de zoom continua muito pesado e perto demais da câmera, pedindo uma posição incomoda da mão, que vai mais “em cima” do tubo, sobre a objetiva, do que embaixo, apoiando a câmera. É uma manobra bizarra para quem esta acostumado por exemplo com marcas que prezam pela ergonomia (tipo a Canon), e passa uma impressão de inferioridade na Tokina, apesar dela ser bem feita. Só é realmente mais difícil de usar, tudo para justificar o pior anel de foco manual do mundo, o tal “One Touch Clutch Focus”.

Tokina AT-X PRO 11-20mm f/2.8 DX

No “One Touch Clutch Focus”, o anel de foco manual tem a dupla função de ser 1) anel de foco e 2) chave liga/desliga do motor de foco, ambos numa peça só. Uma ideia até inteligente, imagine só que prático simplesmente deslizar para frente/trás o anel para engatar (clutch) as engrenagens no motor, sem a exigência de um botão. Só há um detalhe: este sistema é extremamente impreciso, sem engates em qualquer posição e, se não bastasse, coloca sob pressão todo o sistema de foco. O problema é que o anel balança MUITO da posição AF para a MF, num movimento duro, que invariavelmente tira a posição de foco que o motor havia encontrado, começando o “processo” de focar do zero. Além de não suportar o “full time manual” (aquele em que o anel está engatado o tempo todo), há uma pressão significativa para engatar/desengatar o anel, o que com certeza reduzirá a vida útil do motor. Uma vez na posição MF, porém, o anel é até gostoso de usar, com uma borracha alta, movimentos fluídos e com hard stop no infinito. Mas é um sistema ruim, era minha principal reclamação na 11-16mm DX, e continua na 11-20mm; teste antes de comprar.




Tokina AT-X PRO 11-20mm f/2.8 DX

Do lado de dentro a Tokina também continua com um sistema de foco automático duvidoso. Aparentemente com um micro motor DC, daqueles pequenininhos e que usam engrenagens, dado o barulho, a 11-20 é razoavelmente lenta para focar; não vou recomendá-la para fotografar ação como esportes radicais. Pelo menos tudo acontece internamente, sem expandir o tubo ou girar os filtros na frente, e a precisão é boa: aqui testada na EOS M (Hybrid CMOS AF), a chance de acerto foi de 100%. O grande angular em si não é tão difícil de focar, uma vez que a amplitude do quadro geralmente passa a sensação de tudo estar em foco. A distância de foco mínimo é de 0.28cm, curto para fotografar objetos de perto, e “o giro” até o foco infinito é de 90º, com espaço de sobra para encontrar a posição correta. Só não é um sistema rápido como as USM ou STM, mas funciona.

TOKINA_ATX_PRO_1120_F28_DX_09

Enfim na frente os filtros de ø82mm são grandes e caros, porém razoavelmente populares hoje em dia. Eles vão num trilho plástico e profundo, embora eu não recomende filtros muito grossos; o elemento frontal sobe/desce na operação do zoom (mais a frente em 11mm), então cuide para ele não bater no filtro. Na caixa vem o parasol incluído BH-821, que evita reflexos de luzes laterais, porém faz muita diferença na maioria das composições. Atrás o mount de metal é oferecido nos sistemas da Canon (deste review) e Nikon, este segundo com motor de foco interno e o diafragma do tipo “G”, com alavanca (não é eletrônica como as novas “E”). Há uma discreta borracha de vedação entre o mount e a câmera, para evitar a entrada de água e poeira, mas a Tokina não declara nada sobre proteção nos anéis e no elemento da frente; ou seja, nada de usar sob chuva.

Tokina AT-X PRO 11-20mm f/2.8 DX

A Tokina AT-X PRO 11-20mm f/2.8 DX é praticamente o mesmo produto que testei na 11-16mm, e isso levanta dúvidas quanto o avanço da marca ou as vantagens de um upgrade. Mecanicamente as duas são virtualmente idênticas, com a mesma construção excelente considerando o preço, coisa que as fabricantes “oficiais” não fazem no APS-C. Não dá para ver nas fotos da internet, e nem concluir a partir das especificações da caixa, mas esta linha AT-X PRO é realmente “pro”, com tubos de metal e operação robusta, que equilibram bem com o peso, “para profissionais”. Embora a Tokina insista no anel de foco manual bizarro One Touch Clutch Focus, sinceramente ele não foi um grande problema, já que fotografo principalmente com o foco automático; que funciona bem na 11-20mm. Então é fácil de recomendá-la para trabalhar no grande angular e, considerando a abertura máxima e a performance óptica que veremos, ela é de longe a única e melhor opção.

QUALIDADE DE IMAGEM

“Apgar” em f/6.3 1/400 ISO100 @ 12mm; todas as fotos com a EOS M, arquivos raw disponíveis no Patreon.

“Apgar” em f/6.3 1/400 ISO100 @ 12mm; todas as fotos com a EOS M, arquivos raw disponíveis no Patreon.

Com um projeto óptico de 14 elementos em 12 grupos, 3 peças asféricas [2 de vidro e 1 de plástico (!) moldado], 3 de baixa dispersão e coatings em todos os vidros, a Tokina não poupou tecnologia na AT-X 11-20mm f/2.8 DX. Embora não houvesse muito o que melhorar em geral nas 11-16mm, a resolução ainda é alta, do centro as bordas, mais difícil de ser conseguida por causa da tridimensionalidade das composições grande angulares, do que por defeitos na objetiva. As aberrações cromáticas laterais, que normalmente são um problema para o grande angular e, de novo, já não eram tão graves na 11-16, estão praticamente invisíveis na 11-20mm, só “dando as caras” quando puxamos demais o pós-processamento nas cores. Mas principalmente o flaring, que era caótico nas duas 11-16DX, é muito melhor resolvido na 11-20mm, aparecendo só quando o fotógrafo força a composição. A 11-20mm é um novo benchmark para o grande angular APS-C.



“Line” em f/5.6 1/40 ISO100 @ 11mm.

“Line” em f/5.6 1/40 ISO100 @ 11mm.

Fotografar em f/2.8 é uma situação incomum no grande angular, afinal as composições mais tradicionais exigem uma profundidade de campo longa, conseguida com f/stop maiores. De qualquer maneira, caso seja necessário usar a Tokina totalmente aberta, o que “cair” na faixa da profundidade de campo (que será curta mesmo no APS-C) tem uma resolução boa, perfeita no centro lembrando as primes, só caindo um pouco nas bordas, com uma aparência “borrada”. Na verdade, a perda de detalhes nas bordas está relacionada com a projeção gnomônica do grande angular retílineo (“esticamento das bordas”), e não com vidros (ou geometria) de baixa qualidade. É uma característica que chama atenção no grande angular “extremo” (de 14mm pra baixo), que tenta “mostrar demais do mundo” num espaço pequeno (imagine a amplitude da cena e a área do sensor). Por isso objetivas tão amplas custam uma fortuna (olá, Canon 11-24mm f/4L USM), mas a Tokina faz por uma fração do preço, com 1 stop de vantagem, embora somente no APS-C.

“S Sunset” em f/2.8 1/1000 ISO100 @ 11mm.

“S Sunset” em f/2.8 1/1000 ISO100 @ 11mm.

Crop 100%, nitidez impecável no centro, mesmo na abertura máxima, sem problemas com blooming.

Crop 100%, nitidez impecável no centro, mesmo na abertura máxima, sem problemas com blooming.

“N Sunset” em f/2.8 1/1000 ISO100 @ 11mm.

“N Sunset” em f/2.8 1/1000 ISO100 @ 11mm.

Crop 100%, detalhes na abertura máxima.

Crop 100%, detalhes na abertura máxima.

“Client” em f/2.8 1/40 ISO100 @ 11mm; vinheta discreta no final da tarde.

“Client” em f/2.8 1/40 ISO100 @ 11mm; vinheta discreta no final da tarde.

“Stairs” em f/2.8 1/40 ISO160 @ 11mm.

“Stairs” em f/2.8 1/40 ISO160 @ 11mm.

Crop 100%, contraste afiado na abertura máxima, sem aberrações.

Crop 100%, contraste afiado na abertura máxima, sem aberrações.

Fechar a abertura não tem qualquer influência na performance óptica, algo que estamos nos acostumando nas objetivas zoom modernas. Maior resolução nas bordas? Não acontece. Menos aberrações? Nada. Vinheta corrigida? Também não! Nem em f/2.8 a vinheta é um problema na 11-20mm, com uma enorme vantagem sobre outras opções de baixo custo, principalmente no mirrorless. Vira e mexe eu testo uma “18mm” ou “16-50mm” que simplesmente não tem a cobertura completa no grande angular, exigindo perfis obrigatórios de compensação e baixa performance nas bordas. Mas a Tokina 11-20 está em outra categoria, muito mais próxima de objetivas topo de linha como as Nikon AF-S 14-24mm f/2.8G ou até a nova Canon EF 16-35mm f/2.8L III USM. Se a Canon também precisou de três gerações para criar um grande angular perfeito no full frame, a Tokina também pode experimentar três vezes com a fórmula no APS-C.



“Manhattan” em f/6.3 1/200 ISO100 @ 11mm.

“Manhattan” em f/6.3 1/200 ISO100 @ 11mm.

Crop 100%, performance de prime do centro do quadro…

Crop 100%, performance de prime do centro do quadro…

“Viewpoint” em f/6.3 1/250 ISO100 @ 11mm.

“Viewpoint” em f/6.3 1/250 ISO100 @ 11mm.

Crop 100%, e resolução i-m-p-e-c-á-v-e-l nas bordas, nem parece zoom.

Crop 100%, e resolução i-m-p-e-c-á-v-e-l nas bordas, nem parece zoom.

“GTTSR” em f/7.1 1/40 ISO200 @ 11mm.

“GTTSR” em f/7.1 1/40 ISO200 @ 11mm.

Crop 100%, sinceramente, sem palavras para a resolução da Tokina.

Crop 100%, sinceramente, sem palavras para a resolução da Tokina.

“Massacre” em f/7.1 1/200 ISO100 @ 11mm.

“Massacre” em f/7.1 1/200 ISO100 @ 11mm.

Crop 100%, todas as lâminas de mata reproduzidas no plano de imagem, no canto do quadro.

Crop 100%, todas as lâminas de mata reproduzidas no plano de imagem, no canto do quadro.

Aberrações cromáticas laterais são bem controladas, mais uma prova da maestria da Tokina no grande angular. Enquanto outras objetivas recentes (modernas) também são livres de linhas coloridas nas bordas, elas o fazem com aberturas conversadoras, variáveis, do f/4 para cima; bem mais fáceis de contornar defeitinhos ópticos dadas as dimensões menores dos elementos. Porém o destaque da 11-20mm está na capacidade de finalmente “esconder” os reflexos internos, que assombravam os projetos anteriores. Talvez explicado pelo tubo mais longo (que funciona como um “parasol” natural), talvez explicado pelo tratamento óptico em todas as peças, na prática a 11-20 não mostra mais o “arco-íris duplo” quando a luz incide lateralmente no conjunto; só acontece quando apontamos propositalmente a 11-20 para a fonte de luz. É a única razão de existir deste modelo, e fica a critério do fotógrafo um upgrade sobre as 11-16mm que mostravam flaring.



“Viewpoint II” em f/6.3 1640 ISO100 @ 11mm.

“Viewpoint II” em f/6.3 1640 ISO100 @ 11mm.

Crop 100%, aberração cromática somente no limite do quadro, e contra a luz.

Crop 100%, aberração cromática somente no limite do quadro, e contra a luz.

“Weather” em f/6.3 1/40 ISO125 @ 11mm.

“Weather” em f/6.3 1/40 ISO125 @ 11mm.

Crop 100%, CA lateral n-o-r-m-a-l, ficaria surpreso se não estivesse lá.

Crop 100%, CA lateral n-o-r-m-a-l, ficaria surpreso se não estivesse lá.

“Outono” em f/6.3 1/80 ISO100 @ 11mm.

“Outono” em f/6.3 1/80 ISO100 @ 11mm.

Crop 100%, zonas de altíssimo contraste, obviamente geram aberração cromática.

Crop 100%, zonas de altíssimo contraste, obviamente geram aberração cromática.

“1m to fall” em f/5.6 1/800 ISO100 @ 14mm; flaring mínimo, apontando para a fonte de luz.

“1m to fall” em f/5.6 1/800 ISO100 @ 14mm; flaring mínimo, apontando para a fonte de luz.

“8cm to fall” em f/5.6 1/640 ISO100 @ 15mm; reflexos bem controlados para a composição.

“8cm to fall” em f/5.6 1/640 ISO100 @ 15mm; reflexos bem controlados para a composição.

“Jenny Lake” em f/5.6 1/400 ISO100 @ 11mm; pior caso de flaring.

“Jenny Lake” em f/5.6 1/400 ISO100 @ 11mm; pior caso de flaring, forçado pelo fotógrafo.

Por fim as cores estão equilibradas para tons quentes na versão testada com o mount Canon EF, um pouco mais saturadas que de costume. Cenas naturais saem “vibrantes” sem compensação via software, com tons distintos de folhas (dependendo da época), céus (dependendo do horário) e luz (natural ou artificial), ótimas para extrapolar a criatividade com filtros. Com a rosca de ø82mm na frente, fica fácil usar um polarizador para aumentar a “densidade” do azul do céu, coisa difícil de fazer na Nikon AF-S 14-24mm. É interessante ver como o álbum de fotos deste review saiu bem mais colorido que outras objetivas testadas recentemente, apesar de todas terem sido testadas no mesmo lugar. A Tokina 11-20mm f/2.8 DX é “quente” como outra famosa grande angular Canon, a EF 24mm f/1.4L II USM, conhecida pelo look diferenciado, de alto contraste e muito saturado.

“Duas estações” em f/5.6 1/100 ISO100 @ 11mm; cores de sobra, sem grandes ajustes no computador.

“Duas estações” em f/5.6 1/100 ISO100 @ 11mm; cores de sobra, sem grandes ajustes no computador.

“Valley” em f/5.6 1/250 ISO100 @ 11mm.

“Valley” em f/5.6 1/250 ISO100 @ 11mm.

“Up” em f/5.6 1/100 ISO100 @ 17mm; com filtro polarizador.

“Up” em f/5.6 1/100 ISO100 @ 17mm; com filtro polarizador.

“Water” em f/5.6 1/40 ISO250 @ 11mm; cores incríveis, equilibradas com a Canon.

“Water” em f/5.6 1/40 ISO250 @ 11mm; cores incríveis, equilibradas com a Canon.

“Campground” em f/5.6 1/40 ISO125 @ 11mm; tons frios no final da tarde do hemisfério norte.

“Campground” em f/5.6 1/40 ISO125 @ 11mm; tons frios no final da tarde do hemisfério norte.

“Gone” em f/2.8 1/40 ISO125 @ 11mm.

“Gone” em f/2.8 1/40 ISO125 @ 11mm.

VEREDICTO

A Tokina 11-20mm f/2.8 é uma nova adição a família AT-X PRO DX, melhorando ainda mais a performance óptica das 11-16mm, mas sem oferecer nada de realmente novo. A operação ainda é duvidosa com um equipamento pesado, grande e com anéis bizarros, com o de zoom pesadão e na posição errada, e o de foco com um engate impreciso, que força o motor do lado de dentro. Enquanto no review da 11-16mm eu elogiei a Tokina por não ter “gourmetizado” as AT-X PRO com uma linha Global Vision (Sigma) ou SP (Tamron), já está na hora delas receberem mais atenção ao design e a ergonomia, que ficam atrás da concorrência. Elas tem cara de “objetiva barata” e se comportam como tal, apesar disso traduzir numa experiência sem frescuras, apreciada por profissionais. Mas é na performance óptica que ela entrega bons resultados, dentre as melhores grande angulares do mercado, com alta resolução, contraste, cores e controle de aberrações, que finalmente elimina o flaring em excesso. Portanto a decisão de compra vem daqui: se você via muitos problemas com flaring nas 11-16mm, a 11-20mm corrige isso. Mas isso. Boas fotos!