Canon EF-M 11-22mm f/4-5.6 IS STM

A menor EF super-grande angular zoom

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Maio/2017 – A EF-M 11-22mm f/4-5.6 é uma diminuta zoom ultra-grande angular, feita para o mount EF-M da Canon, usada pelas câmeras sem espelho EOS M. “Diminuta” que é a principal sacada do modelo. Em apenas 6.1 x 5.8cm, ela é quase 30% menor que a já pequena EF-S 10-18mm IS STM, feita também para o formato APS-C mas para as câmeras DSLR; e 70% (!) menor que a alternativa mais próxima do gigante formato full frame, a EF 16-35mm f/4L IS USM. Todas são zooms super-grande angulares, com campo de visão variável dos 107º aos 74º; todas tem abertura pequena f/4-5.6; e todas são estabilizadas, excelentes para deixar o tripé em casa. Porém só a EF-M cabe no porta-luvas do carro, pronta para paisagens, arquitetura e retratos dramáticos sem frescura, opções de foto que estas distâncias focais oferecem. Mas será que vale o investimento num corpo mirrorless da Canon, só pela praticidade do equipamento portátil? E o preço de apenas US$399, esconde alguma deficiência da EF-M 11-22? Vamos descobrir! Boa leitura. (english)



CONSTRUÇÃO E OPERAÇÃO

Canon EF-M 11-22mm f/4-5.6 IS STM

Em 60.9 x 58.2mm de apenas 220g, eu nem preciso comentar que a Canon EF-M 11-22mm f/4-5.6 IS STM é uma objetiva pequena; a razão de ser de todo o sistema EOS M “mirrorless”. Se fosse para ser grande, como as alternativas do E-mount (Sony) ou do X-Mount (Fuji), a Canon já teria as EF-S 10-22mm USM e 10-18mm IS STM, que podem ser usadas na EOS M via adaptador. Portanto a fabricante não poupou esforços para fazer a menor super-grande angular possível, e o segredo de tanta portabilidade está no design “dobrável”, que precisa ser expandido para a posição normal antes do uso; ideia comum no mercado “sem espelho”. Para isso um “botão deslizador” libera o tubo do zoom até os 11mm, e cresce a objetiva a 73mm; travando no lugar depois de “aberto”. Então nas ruas você deixa o tubo extendido o tempo todo, sem atrapalhar na usabilidade do dia-a-dia, mas na hora de guardar é possível fechá-lo, para esconder em qualquer bolso da mochila. É a menor grande angular zoom que já usei, e impressionante para o formato EF-M; quem diria que um sistema tão pequeno faria as mesmas fotos “dramáticas” das minhas câmeras EOS maiores?

Canon EF-M 11-22mm f/4-5.6 IS STM

Nas mãos a ergonomia da EF-M 11-22mm desafia a engenharia da Canon, por ser tão pequena e tão confortável. Aqui mostrada com a EOS M original (2011), uma câmera fininha e portátil, sem uma pegada protuberante para os dedos da frente, por incrível que pareça a 11-22 equilibra bem no corpo de metal, difícil de escapar dos dedos na hora de fotografar; ou mesmo durante a operação do zoom, que é suave. O toque acetinado do acabamento de metal é um “premium” que a Canon aparentemente oferece em todas as objetivas EF-M (embora tenha abandonado nos corpos mais recentes), e os cortes no metal (sem borrachas) dão tração para movimentarmos o tubo interno dos 11mm aos 22mm, num giro rápido de apenas 25º. É um prazer imenso fotografar com este “pacotinho” as mesmas fotos amplas feitas por equipamentos muito maiores, mais pesados e mais difíceis de carregar; e o toque de mestre da Canon na ergonomia da linha M.

Canon EF-M 11-22mm f/4-5.6 IS STM

Na frente o anel de foco manual também é feito de metal, e deve ser ativado pelo corpo da câmera. Como não há botões físicos no tubo da objetiva, exceto o “deslizador” que libera o zoom, toda a configuração da EF-M 11-22 deve ser feita pela interface sensível ao toque da EOS M. Este anel é do tipo “fly-by-wire”, com uma “escova” eletrônica interna que dita ao motor STM a posição do foco. Novamente, por incrível que pareça, há pouco “lag” (atraso) entre o giro do lado de fora e o ajuste do lado de dentro, bacana para garantir a precisão que algumas objetivas do E-mount da concorrência não fazem. Mas infelizmente não há qualquer escala de distância na tela LCD da EOS M original (2011), apesar de aparecer na EOS M5 (2016). Portanto verifique as funções da sua câmera se você precisa trabalhar com precisão total no foco manual. A simplificação da EOS M convida a fotografia descompromissada, no melhor estilo “point-and-shoot”, sem preocupação.



Canon EF-M 11-22mm f/4-5.6 IS STM

Do lado de dentro da EF-M 11-22mm trás o motor de foco STM, stepping motor, pensado no silêncio e na suavidade, para a gravação de vídeos. Durante a focagem das fotos há pouco do que reclamar: sem barulho e com taxa de acerto em 100%; incrível! Como todas as mirrorless da Canon usam algum sistema híbrido de focagem, “Hybrid CMOS” (M, M2, M3) com apenas alguns pontos phase + confirmação por contraste; ou “Dual Pixel CMOS” (M5 e M6), é impossível as fotos saírem fora de foco nestas câmeras; embora a velocidade deixe a desejar na 11-22. Enquanto eu não vá dizer que ela é lenta, pelo menos indo direto ao ponto, sem “procurar” pelo foco, ela vai, digamos, ”sem pressa ao ponto”, já que a prioridade é a suavidade. Portanto esta é a principal diferença entre as grande angulares STM (EF-S 10-18 e EF-M 11-22), e as mais caras USM (EF-S 10-22 e EF 16-35): a velocidade do foco. Se você fotografa esportes radicais e usa criativamente o campo de visão amplo para composições dramáticas, prefira os modelos USM, com foco instantâneo.

Canon EF-M 11-22mm f/4-5.6 IS STM

Também esta EF-M 11-22 foi a primeira ultra-grande angular Canon a implementar o IS, image stabilizer, o estabilizador de imagem embutido no corpo. Antes do duo EF-S 10-18 IS e EF 16-35 f/4 IS de 2014, ambas para DSLR APS-C/full-frame, foi no mirrorless que a Canon experimentou a estabilização nas distâncias focais mais curtas em 2013. A promessa é de até três stops no modo foto, o que de fato o modelo entrega: é possível fotografar a arquitetura de igrejas e prédios escuros sem usar um tripé, com fotos perfeitas em 1/4 e ISOs baixíssimos; ou usar a compensação do estabilizador criativamente para desenhar “borrões” nos sujeitos em movimento. E no modo vídeo a Canon inventa moda com o novo “Dynamic IS”, que muda automaticamente o algoritmo de correção para panning com as mãos (desliga um dos eixo), ou para cenas estáticas. Na prática tudo funciona muito bem, e é uma mão na roda para fotos nítidas dentro de espaços mais escuros.

“Radio City” com a Canon EOS M + EF-M 11-22mm f/4-5.6 IS STM em f/5.6 1/4 ISO400 @ 22mm.

“Radio City” com a Canon EOS M + EF-M 11-22mm f/4-5.6 IS STM em f/5.6 1/4 ISO400 @ 22mm, sem tripé.

Canon EF-M 11-22mm f/4-5.6 IS STM

Enfim na frente a EF-M 11-22mm usa bizarros filtros de ø55mm; não compartilhados por qualquer outra objetiva EF. Eles vão num trilho de plástico, que em si está dentro do trilho secundário do para-sol, que não vem incluído na caixa (palhaçada num kit de US$399). Atrás o mount EF-M tem acabamento de metal, fluído e gostoso de montar nas câmeras EOS M, embora o tubo interno da objetiva seja feito de policarbonato resistente; nada balança fora do lugar, mas também não é um tanque de guerra para fotografar jornalismo. A 11-22mm une a simplificação da linha EOS M com o apelo premium que as fabricantes tem dedicado ao formato APS-C, com acabamento justo para o preço, e operação descompromissada, um convite ao estilo de fotografar point-and-shoot. Ela inclui o super-grande angular num pacote compacto, junto da “normalidade” da equivalência do 35mm para a rua, e completa bem a linha EF-M: pequena, compacta, fácil de usar; direto ao ponto.



QUALIDADE DE IMAGEM

“St. Patrick’s Cathedral” com a EOS M em f/6.3 1/10 ISO640 @ 11mm; arquivos raw disponíveis no Patreon.

“St. Patrick’s Cathedral” com a EOS M em f/6.3 1/10 ISO640 @ 11mm; arquivos raw disponíveis no Patreon.

Com um projeto óptico de 12 elementos em 9 grupos, duas peças UD de baixa dispersão, duas peças asféricas e coating Super Spectra para contraste e cores “equilibrados” com o restante da linha EF, a EF-M 11-22mm foi curiosamente o primeiro exemplo do futuro do grande angular da Canon EOS. No passado, a Canon nunca dominou direito o grande angular: sejam as aberrações da topo de linha EF 14mm f/2.8L II USM, ou a falta de resolução das 16-35mm f/2.8L II USM e EF-S 10-22mm f/3.5-4.5 USM, era difícil engolir a performance das EF comparadas a líder exótica do mercado, Nikon AF-S 14-24mm f/2.8G. Mas isto mudou na 11-22mm, que é mais nítida que todas as EF 16-35mm f/2.8 L versões “I” e “II”, mais nítida que a 10-22mm USM; e melhor até que a caríssima EF 14mm L II. Ela abriu o caminho para as fantásticas EF-S 10-18mm e EF 16-35mm f/4 L de 2014, e vemos a mesma qualidade de imagem nas câmeras portáteis do sistema mirrorless.

“Escadas” em f/6.3 1/40 ISO1250 @ 11mm.

“Escadas” em f/6.3 1/40 ISO1250 @ 11mm.

O que mais impressiona na EF-M 11-22 é a resolução e o contraste altos, que juntos garantem a nitidez que custávamos ver no super-grande angular EOS. Mesmo na abertura máxima os arquivos saem prontos para impressão direto da câmera, com detalhes intactos de texturas, letras e folhas, que facilmente geram moiré no (pouco exigente) sensor da EOS M de 2011 (usada nos testes). Enquanto o projeto mirrorless ainda apresenta um desafio à resolução bruta nas bordas do grande angular, com perda notável de resolução e detalhes em 11mm, dada a distância flange (objetiva e câmera) curtíssima (imaginem a complexidade da fórmula óptica para projetar a cena ampla no espaço minúsculo do sensor APS-C), a 11-22mm é um avanço grande em relação a qualidade de imagem dos projetos antigos EF (16-35mm L II) e EF-S (10-22mm), que tinham espaço suficiente para trabalhar nas DSLR “tradicionais”. Mas em 22mm a EF-M é uma zoom exemplar: a resolução é praticamente a mesma comparada a prime EF-M 22mm f/2 STM, e notamos de fato os vidros de alta performance (UD, asféricos e com cobertura Super Spectra) desta diminuta zoom EF-M.

Canon EF-M 11-22mm f/4-5.6 IS STM

Canon EF-M 11-22mm f/4-5.6 IS STM

Crop 100%, perfeição da nitidez no centro do quadro.

Crop 100%, perfeição da nitidez no centro do quadro.

“Rockefeller Center” em f/4 1/10 ISO320 @ 11mm.

“Rockefeller Center” em f/4 1/10 ISO320 @ 11mm.

Crop 100%, nitidez em espaços fechados, mal iluminados, e no super-grande angular.

Crop 100%, nitidez em espaços fechados, mal iluminados, e no super-grande angular.

“Hall” em f/5.6 1/4 ISO400 @ 19mm.

“Hall” em f/5.6 1/4 ISO400 @ 19mm.

Crop 100%, detalhes impressionam para a fotografia de rua, num sistema portátil.

Crop 100%, detalhes impressionam para a fotografia de rua, num sistema portátil.

“Lâmpadas” em f/4 1/13 ISO100 @ 11mm.

“Lâmpadas” em f/4 1/13 ISO100 @ 11mm.

Crop 100%, detalhes intactos na abertura máxima, sem aberrações cromáticas.

Crop 100%, detalhes intactos na abertura máxima, sem aberrações cromáticas.

Fechar a abertura tem pouco impacto na resolução e nos detalhes percebidos, apesar de ajudar um pouco na qualidade das bordas e na vinheta, acentuada mesmo dois ou três stops do diafragma fechado. Enquanto eu tenha arquivos exemplares em f/4-5.6, cheios de detalhes no quadro todo, muito provavelmente graças a curvatura do campo de visão (a distância de foco é diferente entre o centro e as bordas), é na abertura f/6.3-8 que a EF-M 11-22 impressiona. É incrível para fotografia de rua, que outrora seria fotografada com o smartphone, pela clareza e o contraste “limpos” que só um conjunto óptico grande consegue entregar (apesar da portabilidade das EOS M). Mas a vinheta é realmente um problema em todas as mirrorless abaixo dos 35mm (equivalentes aos 50mm+): as bordas são escuras não importa a abertura, apesar da 11-22 não “trollar” o APS-C como a Sony E1650 (que nem projetava a imagem nas bordas). É um detalhe que nos lembra das limitações do mirrorless e, para resultados 100% perfeitos, recomendo o investimento no adaptador para objetivas pensadas nas DSLR (com distância flange maior).



“Banco” em f/7.1 1/40 ISO500 @ 22mm.

“Banco” em f/7.1 1/40 ISO500 @ 22mm.

Crop 100%, performance inacreditável para uma zoom grande angular. O_o

Crop 100%, performance inacreditável para uma zoom grande angular. O_o

“Monument Valley” em f/6.3 1/640 ISO100 @ 11mm.

“Monument Valley” em f/6.3 1/640 ISO100 @ 11mm.

Crop 100%, mas extremos do quadro super-grande angular nunca são totalmente nítidos.

Crop 100%, mas extremos do quadro super-grande angular nunca são totalmente nítidos.

“Galhos” em f/6.3 1/200 ISO100 @ 11mm.

“Galhos” em f/6.3 1/200 ISO100 @ 11mm.

Crop 100%, bordas não se comparam aos formatos DSLR APS-C e full-frame, mas são as melhores numa mirrorless.

Crop 100%, bordas não se comparam aos formatos DSLR APS-C e full-frame, mas são as melhores numa mirrorless.

“Casca” em f/5.6 1/320 ISO200 @ 22mm; próximo da distância mínima de foco.

“Casca” em f/5.6 1/320 ISO200 @ 22mm; próximo da distância mínima de foco.

Crop 100%, nitidez incrível para detalhes de texturas.

Crop 100%, nitidez incrível para detalhes de texturas.

”Pose” em f/4 e f/6.3 1/20 e 1/8 ISO400 @ 11mm; vinheta nunca é realmente resolvida nesta zoom.

Distorções cromáticas e geométricas são incrivelmente bem controladas. Enquanto Fuji e Sony usam perfis obrigatórios de compensações eletrônicas no E-mount e no X-mount, esta EF-M corrige opticamente aquelas linhas coloridas em zonas de contornos nas bordas (CA lateral), graças a implementação dos vidros UD e asféricos. É interessante vermos como entre 18-22mm esta 11-22mm mostra bem menos aberrações cromáticas que a EF-S 18-135mm f/3.5-5.6 IS USM, que será testada em breve e sofre demais com isso; não são todas as zooms “modernas” que resolvem o problema de fato. Porém é na distorção geométrica praticamente nula que a EF-M novamente impressiona, com 22mm absolutamente retilíneos, perfeitos para fotografia de rua, e 11mm com uma leve “bolha” nas linhas retas ao redor do quadro; bem leve mesmo. É um enorme “plus” na qualidade de imagem, já que não precisamos “esticar” digitalmente os arquivos para compensar por imperfeições ópticas nas bordas, que saem perfeitas direto da câmera.

“Jardim” em f/7.1 1/800 ISO100 @ 11mm.

“Jardim” em f/7.1 1/800 ISO100 @ 11mm.

Crop 100%, CA lateral é bem controlado nesta zoom de poucos elementos.

Crop 100%, CA lateral é bem controlado nesta zoom de poucos elementos.

“Entrada” em f/6.3 1/100 ISO100 @ 11mm.

“Entrada” em f/6.3 1/100 ISO100 @ 11mm.

Crop 100%, mesmo contra a luz e com linhas de alto contraste é difícil vermos o CA lateral.

Crop 100%, mesmo contra a luz e com linhas de alto contraste é difícil vermos o CA lateral.

“Canoas” em f/7.1 1/30 ISO640 @ 11mm; leve distorção geométrica do tipo bolha.

“Canoas” em f/7.1 1/30 ISO640 @ 11mm; leve distorção geométrica do tipo bolha.

“Fachada” em f/6.3 1/60 ISO100 @ 22mm; mas zero distorção no final do “telephoto”.

“Fachada” em f/6.3 1/60 ISO100 @ 22mm; mas zero distorção no final do “telephoto”.

Por outro lado, uma coisa que realmente não funciona nesta zoom é o flaring, aquele reflexo interno nos vidros da objetiva que 1) pode ser usado para efeitos criativos ou 2) deve ser agradável quando não pode ser evitado. Ele não é. Especialmente nas aberturas máximas, o flaring mostra uma aparência de “vidros baratos” em fontes de luz intensas (o sol, spots de luz), com “estrelas” mal delineadas e borrões de cor medonhos, que lembram muito a óptica precária dos smartphones. É um problema tão grave que dedico um parágrafo inteiro a ele, especialmente de alerta para quem trabalha com o grande angular: o diafragma de 7 lâminas circulares “custa” a gerar estrelas bonitas na EF-M 11-22, e não funciona para profissionais. É bem diferente de uma EF 14mm f/2.8 L II USM feita para arquitetura de interiores, ou da exótica TS-E 24mm f/3.5 L II. Para resultados realmente perfeitos, novamente, recomendo uma objetiva melhor.

“Galho” em f/22 /30 ISO400 @ 11mm; aparência medonha do sol atrás.

“Galho” em f/22 /30 ISO400 @ 11mm; aparência medonha do sol atrás.

“Floresta” em f/6.3 1/60 ISO100 @ 11mm; bolhas coloridas nos reflexos internos da objetiva.

“Floresta” em f/6.3 1/60 ISO100 @ 11mm; bolhas coloridas nos reflexos internos da objetiva.

“Santa Bárbara” em f/6.3 1/640 ISO100 @ 22mm; flaring feinho quando acontece. :-P

“Santa Bárbara” em f/6.3 1/640 ISO100 @ 22mm; flaring feinho quando acontece. :-P

“Hudson Heights” em f/6.3 1/400 ISO100 @ 11mm; bolha roxa no reflexo do sol.

“Hudson Heights” em f/6.3 1/400 ISO100 @ 11mm; bolha roxa no reflexo do sol.

Por fim cores e bokeh são razoáveis nesta zoom; nem tão intensos, nem realmente pobres. As cores são, na verdade, curiosas de ver: comparadas por exemplo a prime EF-S 24mm f/2.8 STM testada nas mesmas locações e com a mesma câmera, aquela objetivas era notavelmente mais saturada do que esta zoom, apesar do tratamento via software ter sido bem mais leve naquele review. Então paisagens com o céu e o verde das folhas, o pôr-do-sol e o amarelo do sol, saem bem “mundanos” nos arquivos, exigindo mão pesada no Photoshop. É curioso vermos a perda nas cores quando o assunto é “prime vs. zoom”, e outro aval para produtos mais caros (que levam isto em consideração). Mas é no bokeh que esta 11-22mm realmente joga a toalha na qualidade de imagem e, francamente, não é o melhor uso do modelo. Uma super-grande angular zoom, de abertura variável f/4-5.6? Melhor usá-la só para fotos com longa profundidade de campo.

“Galho II” em f/7.1 1/250 ISO200 @ 11mm.

“Galho II” em f/7.1 1/250 ISO200 @ 11mm, cores mundanas próximo do pôr-do-sol.

“Produce” em f/6.3 1/400 ISO100 @ 22mm.

“Produce” em f/6.3 1/400 ISO100 @ 22mm.

“Abacaxis” em f/6.3 1/250 ISO100 @ 22mm; saturação um pouco pobre.

“Abacaxis” em f/6.3 1/250 ISO100 @ 22mm; saturação um pouco pobre.

“GG” em f/6.3 1/100 ISO100 @ 17mm; cores relativamente lavadas.

“GG” em f/6.3 1/100 ISO100 @ 17mm; cores relativamente lavadas.

“Agulhas” em f/5.6 1/250 ISO100 @ 22mm; desfoque não é forte desta objetiva.

“Agulhas” em f/5.6 1/250 ISO100 @ 22mm; desfoque não é forte desta objetiva.

“Velas” em f/4 1/13 ISO200 @ 11mm; bokeh super confuso, o ponto fraco de qualquer grande angular.

“Velas” em f/4 1/13 ISO200 @ 11mm; bokeh super confuso, o ponto fraco de qualquer grande angular.

“Velas II” em f/4 1/30 ISO800 @ 111mm; nada de suavidade, apesar da profundidade de campo curta.

“Velas II” em f/4 1/30 ISO800 @ 111mm; nada de suavidade, apesar da profundidade de campo curta.

VEREDICTO

A EF-M 11-22mm f/4-5.6 IS STM é um teste curioso no vlog do zack, porque veio depois do review da Canon EOS M5, uma câmera mirrorless que particularmente não me agradou. Ela era cara demais considerando a construção e os recursos, e ficou difícil recomendá-la em comparação à outras câmeras do mercado. Mas a EF-M 11-22mm testada na EOS M original de 2011, fez mais sentido: um pacote ultra-portátil, fácil de usar, prático e acessível, com performance para as fotos do dia-a-dia e a mesma qualidade que estamos acostumados na linha Canon EOS. Ela é pequena sem ser desconfortável, “sacada” fácil de esquecer. É fácil de deixar passar também um review em que absolutamente toda as fotos estão com o foco perfeito, coisa que esta EF-M fez com maestria e não acontece na Sony nem na Fuji. E é fácil de esquecer da performance óptica acertada, a par das objetivas maiores das DSLR, apesar de pôr a teste os limites da física óptica. Seja para os profissionais que procuram uma ferramenta descompromissada para passar o final de semana, ou para os iniciantes que queiram uma super-grande angular de bolso, a EF-M 11-22mm é a melhor opção. Quem diria que tanta qualidade caberia num espaço tão pequeno? :-) Boas fotos!